
Uma operação de patrulhamento do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) resultou na descoberta de um crime ambiental na região do Gama, no Distrito Federal, nesta terça-feira (6). Durante a fiscalização, os policiais interceptaram um caminhão carregado com madeira sendo transportada sem a Documentação de Origem Florestal (DOF) ou qualquer licença ambiental exigida por lei. A abordagem revelou que o esquema era recorrente: os ocupantes do veículo confessaram que aquela já era a sétima viagem realizada para transportar o material de forma clandestina.
Além da infração ambiental, a polícia identificou irregularidades graves na condução do veículo. O motorista, um homem de 40 anos, apresentava uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida há cerca de cinco anos e de categoria incompatível com o caminhão utilizado. A carga tinha como destino final uma empresa localizada em Alexânia, no estado de Goiás. O condutor foi encaminhado à 20ª Delegacia de Polícia para o registro da ocorrência e os procedimentos legais cabíveis.
A ação reforça a fiscalização contra o desmatamento e o transporte ilegal de recursos naturais na região:
Crime Ambiental: Transporte de madeira sem licença válida, o que impede a rastreabilidade da origem do produto florestal.
Irregularidade de Trânsito: Motorista com CNH vencida e categoria inadequada para o porte do caminhão.
Destino da Carga: O material seria entregue em um município goiano, caracterizando transporte interestadual irregular.
Medidas Administrativas: O caminhão e toda a carga de madeira foram apreendidos e ficaram retidos para perícia e aplicação de multas ambientais.
A legislação brasileira exige que todo transporte de madeira nativa seja acompanhado por uma guia eletrônica que integra as informações de corte, transporte e armazenamento. A ausência desse documento impossibilita comprovar que a madeira não é fruto de desmatamento ilegal em áreas de preservação. No caso registrado no Gama, o BPMA destacou que o monitoramento constante das vias de acesso ao Distrito Federal é fundamental para coibir que empresas utilizem matéria-prima sem certificação ambiental, alimentando o ciclo de degradação da flora regional.
Com informações: Jornal de Brasília