
Brasília tornou-se, nesta terça-feira (5), o centro das discussões globais sobre preservação hídrica ao sediar a 6ª Conferência Internacional da Rede Global de Museus da Água (WAMU+NET). Realizado no Espaço Cultural Caesb, o evento reúne especialistas de mais de 40 nações para debater o papel das instituições culturais na promoção de novos usos da água e na adaptação aos desafios climáticos. A conferência, organizada pela Adasa em parceria com a UNESCO e a Caesb, ocorre em um momento estratégico para o Brasil, antecedendo a COP 30, que será realizada em Belém.
Durante a cerimônia de abertura, a vice-governadora Celina Leão anunciou um passo decisivo para o patrimônio hídrico nacional: o lançamento da pedra fundamental do Memorial Internacional da Água (MINA). O projeto, que deve ser entregue ainda na atual gestão, funcionará como um centro de educação, ciência e cultura voltado à sustentabilidade. Para os organizadores, sediar este encontro internacional reafirma o compromisso de Brasília — considerada o "berço das águas" do continente — com a governança e a memória hídrica mundial.
A programação se estende até quinta-feira (7) com foco em resiliência e educação:
Tema Central: "Adaptação às Mudanças Climáticas: o papel dos museus na promoção de novos usos da água para futuros resilientes".
Intercâmbio Global: Participação de museus, universidades e organizações internacionais dedicadas à valorização do patrimônio hídrico.
Projeto MINA: O novo memorial integrará a rede pública de ensino, permitindo que estudantes conheçam a história das águas e desenvolvam consciência ambiental.
Conexão UNESCO: O evento integra a agenda do Programa Hidrológico Intergovernamental da UNESCO, fortalecendo a cooperação técnica e cultural.
O diretor executivo da Rede Global de Museus da Água, Eriberto Eulisse, destacou que o MINA concretiza um antigo desejo de reunir as diversas histórias da água em um único espaço de aprendizado. Ao unir tecnologias ancestrais com inovações modernas, o memorial busca colocar o Brasil no mapa mundial da preservação hídrica. A integração entre órgãos como a Adasa, Caesb e a Secretaria de Meio Ambiente demonstra a solidez da agenda ambiental do Distrito Federal na gestão de recursos essenciais para as futuras gerações.