
O Memorial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) publicou recentemente uma entrevista detalhada com a desembargadora Maria de Fátima Rafael de Aguiar. Conduzida pelo 1º vice-presidente do Tribunal, desembargador Roberval Belinati, a conversa faz parte do Programa História Oral e já está disponível no canal oficial da instituição no YouTube. Durante o depoimento, a magistrada recorda sua formação na UnB e sua transição da advocacia para o serviço público, revelando que o interesse pela magistratura surgiu enquanto atuava como diretora de secretaria na 6ª Vara Criminal, sob a mentoria do desembargador Edson Smaniotto.

Além de relembrar momentos marcantes da carreira iniciada em 1992, Fátima Rafael abordou desafios contemporâneos do Direito, como a implementação da inteligência artificial e a necessidade de paridade de gênero nos tribunais. Ela destacou que o avanço tecnológico é um aliado indispensável diante do volume crescente de processos, que já não é mais proporcional ao número de magistrados ativos. A entrevista integra um esforço contínuo do TJDFT para preservar a memória do Judiciário da capital, mantendo vivo o legado de quem ajudou a construir a instituição desde sua fundação em 1960.
https://youtu.be/Herds9HH6h0A entrevista percorre décadas de dedicação à Justiça brasiliense:
Início de Carreira: De advogada a servidora do TJDFT aos 25 anos, com foco inicial em gestão de pessoas.
Vocação para a Magistratura: Aprovada no concurso de 1992, a desembargadora também dedicou anos ao magistério superior.
Modernização do Judiciário: Reflexões sobre como novos métodos e ferramentas digitais podem facilitar o cumprimento da carga de trabalho.
Programa História Oral: Iniciativa criada em 2008 pela desembargadora Maria Thereza Braga Haynes para registrar a evolução do Tribunal.
O Programa História Oral é uma das prioridades da gestão 2024–2026, sob a liderança de Roberval Belinati. O projeto reúne um vasto acervo de depoimentos de magistrados e servidores, servindo como fonte de pesquisa e valorização da história do Distrito Federal. Ao reafirmar o compromisso com a transparência e a cultura organizacional, o TJDFT permite que o público compreenda não apenas as decisões judiciais, mas as motivações e os contextos humanos por trás da atuação dos membros da Corte, consolidando o Memorial como um centro de referência histórica.
Com informações: TJDFT