
Segundo a Vigilância Epidemiológica, o controle da doença foi alcançado graças à atualização rigorosa do plano de contingência para arboviroses e ao investimento em tecnologias de monitoramento. Mais de 1,8 milhão de imóveis foram vistoriados por agentes de saúde, que contaram com o apoio de drones para mapear focos em áreas de difícil acesso e a instalação de milhares de ovitrampas (armadilhas para ovos) para monitorar a densidade populacional do mosquito Aedes aegypti.
O combate à dengue em 2025 foi marcado por uma abordagem multifacetada:
Método Wolbachia: Utilização de mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia, que impede o vírus da dengue de se desenvolver no inseto, reduzindo a transmissão.
Monitoramento por Drones: Mapeamento de 2.100 hectares em 22 regiões administrativas para identificar acúmulos de água em telhados e lotes vagos.
Vigilância Ambiental: Instalação de 3,2 mil estações de larvicidas e 3,8 mil ovitrampas para controle biológico e estatístico.
Ações Territoriais: Borrifações residuais e visitas domiciliares constantes para eliminação de criadouros.
Apesar da redução histórica, a Secretaria de Saúde reforça que a população não deve baixar a guarda. Com a chegada do verão, a combinação de calor intenso e chuvas frequentes cria o ambiente ideal para a reprodução do mosquito. A manutenção da limpeza de calhas, vasos de plantas e caixas d'água continua sendo a principal barreira contra novas epidemias. A melhoria na qualidade dos dados coletados em 2025 permite agora que o sistema de saúde antecipe surtos e direcione as equipes de aplicação de inseticida ("fumacê") com maior precisão cirúrgica.
Com informações: Agência Brasília e Jornal de Brasília