
Até este dia 19 de janeiro de 2026, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e o Governo do Distrito Federal (GDF) consolidaram informações sobre a dinâmica do crime e os possíveis responsáveis.
Abaixo, os detalhes atualizados sobre o caso:
O número oficial de veículos atingidos foi fechado em 57 ônibus, todos pertencentes à empresa Urbi Mobilidade Urbana. Os ataques foram realizados com pedras e bolinhas de gude (bilocas) disparadas com estilingues enquanto os veículos estavam em movimento, transportando passageiros.
Feridos: Pelo menos sete pessoas (usuários do sistema) sofreram ferimentos leves causados por estilhaços de vidro e foram atendidas em unidades de saúde.
Locais atingidos: As ações ocorreram de forma simultânea em seis regiões administrativas, com maior concentração no Recanto das Emas, Samambaia e Taguatinga, além de registros em Ceilândia, Núcleo Bandeirante e na EPIA.
A PCDF trabalha com a hipótese de crime orquestrado. A principal linha de apuração indica que os ataques foram uma represália trabalhista:
Demissões por justa causa: Recentemente, três funcionários da Urbi teriam sido demitidos por justa causa. O secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, confirmou que a investigação analisa se essas demissões foram o estopim para os atos.
Conflito sindical: Há suspeitas de que os ataques tenham ligação com grupos de oposição ao atual Sindicato dos Rodoviários, utilizando vândalos para desestabilizar a operação da empresa.
Identificação dos suspeitos: A polícia informou já ter "ideia de quem são os envolvidos" e que alguns suspeitos já foram localizados, mas aguarda o fechamento de provas técnicas para efetuar as prisões formais de toda a quadrilha organizada.
Grupo de Crise: A governadora em exercício, Celina Leão, instituiu um grupo de gerenciamento de crise envolvendo a SSP-DF, as polícias Civil e Militar, e a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob).
Reforço no Policiamento: A Polícia Militar (PMDF) intensificou as rondas e a guarda fixa nas garagens da Urbi, especialmente no Recanto das Emas e em Samambaia, para garantir a saída e o recolhimento seguro da frota.
Manutenção da Frota: Até o dia 18 de janeiro, a maioria dos veículos já havia passado por reparos nos vidros, mas cerca de 10 coletivos ainda seguiam em manutenção devido à extensão dos danos.
Com informações: Agência Brasil, Correio Braziliense, Metrópoles e Jornal TaguaCei.