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Cientistas descobrem a galáxia espiral barrada mais antiga do Universo

Cientistas descobrem a galáxia espiral barrada mais antiga do Universo

Redação
Por: Redação
20/01/2026 às 23h00 Atualizada em 21/01/2026 às 02h00
Cientistas descobrem a galáxia espiral barrada mais antiga do Universo
Foto: Reprodução
Observações do Telescópio James Webb revelam a COSMOS-74706, uma galáxia que desafia cronogramas astronômicos ao apresentar estrutura complexa apenas 2 bilhões de anos após o Big Bang

A compreensão humana sobre a evolução do cosmos acaba de ganhar um novo capítulo. Uma equipe de astrônomos liderada pela Universidade de Pittsburgh (UPitt) anunciou a descoberta da COSMOS-74706, a galáxia espiral barrada mais distante já confirmada espectroscopicamente. O achado foi apresentado em 8 de janeiro de 2026, durante a 247ª reunião da Sociedade Astronômica Americana, e revela que estruturas galácticas complexas, como a da nossa Via Láctea, já existiam há mais de 11,5 bilhões de anos.

O diferencial desta descoberta reside na precisão. Enquanto candidatos anteriores dependiam de lentes gravitacionais (que podem distorcer a imagem) ou estimativas de desvio para o vermelho, a COSMOS-74706 teve sua idade validada por meio de espectroscopia utilizando o James Webb (JWST) e o Observatório Keck. Este método é o "padrão ouro" da astronomia, eliminando as incertezas de 10-15% comuns em outras medições e confirmando que a galáxia já possuía uma "barra" central de estrelas em uma época em que o Universo era muito jovem.


Por que as "Barras" são importantes?

Na Sequência de Hubble, as galáxias evoluem de discos irregulares para formas mais organizadas. As barras centrais não são apenas estéticas; elas funcionam como motores galácticos:

  • Canalização de Gás: Elas transportam gás das bordas para o centro da galáxia.

  • Alimentação de Buracos Negros: Esse gás alimenta o buraco negro supermassivo central.

  • Regulação Estelar: As barras podem suprimir ou estimular a formação de novas estrelas em diferentes regiões do disco.

A existência de uma barra tão cedo sugere que as galáxias podem amadurecer muito mais rápido do que as teorias tradicionais previam. "É a galáxia espiral barrada confirmada espectroscopicamente com maior desvio para o vermelho já vista", afirmou Daniel Ivanov, líder do estudo.


A Tecnologia por trás da Visão

A descoberta só foi possível graças à sensibilidade infravermelha de instrumentos de última geração, que conseguem "enxergar" através da poeira cósmica e do tempo.

Instrumento Função no Estudo
James Webb (JWST) Captura inicial da morfologia e luz infravermelha profunda.
MOSFIRE (Telescópio Keck) Confirmação espectroscópica definitiva da idade e distância.
Simulações de Supercomputadores Comparação dos dados observados com modelos de formação galáctica.

Esta descoberta ajuda os cientistas a refinar os modelos de formação e evolução galáctica, indicando que o "amanhecer cósmico" foi um período de atividade estrutural muito mais intenso e organizado do que se imaginava anteriormente.


Com informações: Live Science / Universe Today

 
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