
As capivaras, símbolos dóceis das margens do Lago Paranoá e dos parques de Brasília, estão sob a lupa de pesquisadores no projeto Capivaras DF. A iniciativa, que reúne a Universidade Católica de Brasília (UCB), o Ibram, a Sema-DF e a Secretaria de Saúde, visa desmistificar riscos e criar estratégias de manejo preventivo contra a febre maculosa e outras rickettsioses.
Em entrevista ao Jornal de Brasília, a bióloga Morgana Bruno explicou que, embora as capivaras sejam hospedeiras de carrapatos, outros animais como cavalos e cães também participam desse ciclo. O estudo, previsto para durar até 2027, realiza análises de sangue nesses animais para identificar se já houve contato com a bactéria Rickettsia rickettsii, causadora da forma mais grave da doença.
O Capivaras DF está estruturado em metas específicas para entender a dinâmica ambiental do DF:
Monitoramento de Rickettsioses: Verificação da presença de bactérias transmissoras de febre maculosa.
Fluxo Genético: Estudo de como as populações de capivaras se deslocam e se reproduzem em diferentes áreas do DF.
Estratégias de Manejo: Definição de como intervir em áreas de conflito ou superpopulação.
Educação Ambiental: Fornecer informações sólidas para reduzir o temor da população.
Saúde Única: Integração entre saúde humana, animal e ambiental.
Prevenção: Identificação de áreas de risco antes que surjam surtos da doença.
Apesar da aparência tranquila, as capivaras são animais silvestres e devem ser respeitadas em seu espaço:
Distanciamento: Não tente se aproximar ou alimentar os animais. O instinto de defesa da capivara é a fuga rápida, o que pode causar acidentes.
Animais Feridos: Em caso de atropelamentos ou animais em risco em áreas urbanas, o contato deve ser feito imediatamente com o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA).
Colaboração com a Pesquisa: A equipe do projeto está realizando coletas em cães e cavalos de moradores próximos a parques. A pesquisadora Morgana Bruno reforça que o teste é preventivo e não gera sanções aos tutores em caso de resultado positivo.
É uma doença infecciosa febril aguda, transmitida pela picada do carrapato-estrela infectado pela bactéria do gênero Rickettsia. Os sintomas iniciais incluem febre alta, dor de cabeça e dores no corpo, podendo evoluir para manchas avermelhadas e quadros graves com alta taxa de letalidade se não tratada precocemente com antibióticos.
Com informações: Jornal de Brasília