
Uma fiscalização rigorosa do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), realizada dentro do projeto nacional "Sede de Aprender", expôs deficiências graves na infraestrutura básica das escolas públicas da capital. Dos dados consolidados em janeiro de 2026, após a inspeção em 17 unidades de ensino, o resultado é inquietante: quase metade (47%) das escolas visitadas não oferece água potável aos seus alunos.
A auditoria, que faz parte de uma mobilização nacional com o Unicef e a Atricon, visitou escolas que somam mais de 11 mil estudantes. O objetivo é mapear irregularidades para exigir correções imediatas do Governo do Distrito Federal (GDF), garantindo dignidade e saúde no ambiente escolar.
O relatório detalha situações específicas onde a segurança sanitária foi totalmente comprometida:
Escola Classe 59 de Ceilândia: Classificada como a unidade em situação mais precária. Apresenta banheiros sem energia elétrica ou forro, mictórios quebrados, infiltrações severas e estruturas deterioradas.
Escola Classe Cooperbras (Planaltina): Recebeu laudo oficial atestando que a água disponível é imprópria para o consumo humano.
Escola Classe 50 de Ceilândia: A caixa d'água não é limpa há mais de seis meses devido a problemas estruturais que impedem a manutenção.
Escola Classe Kanegae (Riacho Fundo I): A unidade não possui qualquer tipo de tratamento de esgoto.
Além da ausência de água potável, os técnicos do TCDF listaram falhas recorrentes que afetam o cotidiano escolar:
| Problema Identificado | Impacto nos Estudantes |
| Certificado de Potabilidade | Água classificada como "insatisfatória" em laudos técnicos. |
| Infraestrutura Sanitária | Descargas estragadas, falta de papel higiênico e sabão. |
| Bebedouros | Equipamentos quebrados ou com filtros vencidos. |
| Saneamento | Ausência de coleta de esgoto e fossas inadequadas em áreas rurais. |
Em resposta aos dados de 2025/2026, o Unicef e a Atricon anunciaram a criação de um Grupo de Trabalho permanente. A ideia é criar um painel de monitoramento em tempo real sobre a oferta de água nas escolas brasileiras. No âmbito local, o TCDF continuará acompanhando o Processo nº 00600-00006107/2025-50-e, exigindo cronogramas de reformas urgentes da Secretaria de Educação.
Com informações: TCDF e Agência Brasil