
O Distrito Federal encerrou o ano de 2025 com um alerta ligado na saúde pública. Segundo dados do painel de Casos de Arboviroses do Ministério da Saúde, a capital registrou 4.391 casos confirmados de dengue e um óbito no último ano. Com a chegada do período mais quente e úmido de janeiro de 2026, as condições tornam-se ideais para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
A coordenadora de enfermagem da Faculdade Anhanguera, Juliana Paiva Lins, alerta que a confusão entre sintomas é comum, especialmente com a Covid-19, devido à presença da febre em ambos os quadros. No entanto, o surgimento de dores intensas pelo corpo, mal-estar e manchas avermelhadas na pele deve ser o sinal imediato para buscar uma unidade de saúde.
Além dos cuidados domésticos, a docente reforça que a população deve procurar os postos de vacinação espalhados pelas autoridades do DF. A vacina é fundamental para diminuir as chances de a infecção evoluir para formas graves da doença.
Para manter o mosquito longe de casa, a especialista listou 10 recomendações essenciais de combate aos focos:
Limpeza do quintal: Remova lixo, entulho e objetos que acumulem água.
Recipientes tampados: Caixas d’água, tanques e cisternas devem estar vedados.
Atenção aos pequenos focos: Elimine água de vasos de plantas, pneus e garrafas vazias.
Manutenção de calhas: Mantenha ralos e calhas limpos para o escoamento livre da chuva.
Cuidado com a vizinhança: Participe de mutirões comunitários para limpar áreas públicas.
Vigilância de sintomas: Febre alta e dor nas articulações exigem médico imediato.
Uso de repelente: Aplique na pele exposta, especialmente ao sair de casa.
Roupas protetoras: Use calças e mangas longas quando possível para reduzir a exposição.
Telas protetoras: Instale redes em janelas e portas para barrar a entrada do mosquito.
Horários de pico: O Aedes é mais ativo ao amanhecer e ao entardecer; evite atividades ao ar livre nesses períodos.
Em Brasília e em cidades próximas como Novo Gama, as secretarias de saúde têm intensificado o monitoramento e o suporte nos centros de saúde. Identificar a doença logo no início é crucial para evitar complicações hemorrágicas, que são o maior risco da dengue.
Com informações: Ministério da Saúde, Faculdade Anhanguera