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Existe vida pós-AVC: Professora que perdeu a fala cria associação para ajudar pacientes com afasia

Após ouvir que teria menos de 5% de chance de voltar a falar, Fabiana Sajorato superou dois anos de silêncio e hoje lidera mobilização pelos direitos de pessoas com sequelas de AVC.

Redação
Por: Redação Fonte: Ministério da Saúde / Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares
17/02/2026 às 14h00
Existe vida pós-AVC: Professora que perdeu a fala cria associação para ajudar pacientes com afasia

Aos 39 anos, a vida da professora Fabiana Sajorato mudou drasticamente após um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico. O entupimento de artérias cerebrais comprometeu sua principal ferramenta de trabalho: a voz. O diagnóstico médico era desanimador, com chances de recuperação da fala estimadas em menos de 5%. No entanto, sete anos de tratamento intenso e uma persistência inabalável provaram que as estatísticas podem ser desafiadas.

Após passar dois anos em completo silêncio, Fabiana reaprendeu a falar por meio de sessões de fonoaudiologia de segunda a sábado. "Foi preciso reativar a memória do músculo da língua para reaprender a posição dela em cada letra", recorda. Além da fala, a professora recuperou movimentos dos membros superiores com o auxílio de fisioterapia e aplicações de toxina botulínica tipo A para reduzir a rigidez muscular.

A Missão da Associação EVA

Ao perceber a escassez de informações sobre a afasia (distúrbio de linguagem que afeta a comunicação), Fabiana transformou sua dor em propósito. O que começou como um grupo de apoio no Facebook evoluiu para a criação da Associação EVA (Existe Vida Pós-AVC, Existe Vida Pós-Afasia), lançada oficialmente no início de 2026.

A instituição dedica-se a:

  • Conscientização: Informar sobre o que é a afasia e como tratar as sequelas.

  • Apoio Prático: Oferecer exercícios de fala e acolhimento para pacientes com poucos recursos.

  • Mobilização Política: Lutar pela inclusão da afasia no Estatuto da Pessoa com Deficiência no Brasil.

AVC em Jovens: Um Alerta Crescente

A história de Fabiana reflete uma tendência preocupante apontada pelo Ministério da Saúde e por estudos recentes: a incidência de AVC em pessoas com até 45 anos cresceu 66% nas últimas décadas. O tipo isquêmico, sofrido pela professora, representa 85% de todos os casos e ocorre quando uma artéria é obstruída, impedindo a oxigenação das células cerebrais.

Sinais de Alerta (SAMU)

O reconhecimento rápido dos sintomas é crucial para minimizar sequelas como a afasia. Lembre-se do acrônimo SAMU:

  • S (Sorriso): Peça para a pessoa sorrir. Veja se um lado da boca entorta.

  • A (Abraço): Peça para levantar os braços. Verifique se há perda de força.

  • M (Música): Peça para repetir uma frase ou música. Note se a fala está arrastada ou confusa.

  • U (Urgência): Se notar qualquer um desses sinais, ligue imediatamente para o 192.


Palavras-Chave: afasia pós-AVC, Associação EVA, recuperação AVC jovem, Fabiana Sajorato.

 

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