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Especialistas alertam para manchas na pele que não doem como sinal de hanseníase

Brasil é o segundo país com mais casos no mundo; diagnóstico precoce pelo SUS é a única forma de evitar sequelas neurológicas e interromper a transmissão.

Redação
Por: Redação Fonte: CEJAM / Ministério da Saúde / SES-SP
18/02/2026 às 06h00
Especialistas alertam para manchas na pele que não doem como sinal de hanseníase

Manchas na pele que não coçam e não apresentam dor podem parecer inofensivas, mas são os principais sinais de alerta para a hanseníase, uma doença milenar que continua sendo um desafio de saúde pública no Brasil. Durante a campanha Janeiro Roxo de 2026, especialistas reforçam que a ausência de sensibilidade ao calor, ao frio ou ao toque nessas manchas é o que deve levar o paciente imediatamente ao posto de saúde.

O Brasil registrou mais de 22 mil novos casos em 2023, ficando atrás apenas da Índia em números absolutos. Segundo a Dra. Luciana Mazzutti, dermatologista do CEJAM, o maior obstáculo ainda é a desinformação. “Muita gente ignora esses sinais por não sentir dor, mas a hanseníase afeta os nervos periféricos e, se não tratada cedo, pode causar incapacidades físicas permanentes”, explica.

Sintomas e Transmissão

A hanseníase é causada por uma bactéria e ataca principalmente a pele e os nervos das mãos, pés e rosto. Os sinais incluem:

  • Manchas: Claras, avermelhadas ou acastanhadas em qualquer parte do corpo.

  • Dormência: Formigamentos ou perda de força nas mãos e pés.

  • Perda de Sensibilidade: Áreas da pele que não sentem o toque ou variações de temperatura.

A transmissão ocorre pelas vias respiratórias (fala, espirro ou tosse) através do contato próximo e prolongado com pessoas doentes que ainda não iniciaram o tratamento. Importante: Não há risco de transmissão por abraços, apertos de mão ou compartilhamento de objetos.

Tratamento Gratuito e Fim do Estigma

A boa notícia é que a hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O esquema de medicamentos dura de seis meses a um ano e, logo nas primeiras doses, a pessoa deixa de transmitir a bactéria.

"Hoje sabemos que o tratamento interrompe rapidamente a transmissão e que não há motivo para exclusão social", afirma a Dra. Luciana. O combate ao preconceito é vital para que os pacientes não escondam os sintomas por medo da rejeição, o que acaba agravando as lesões neurológicas.

Orientações para a Comunidade

O acompanhamento familiar é essencial: quando um caso é identificado, todas as pessoas que convivem na mesma casa devem ser avaliadas por um médico para detectar possíveis infecções em estágio inicial.

No Distrito Federal e no Entorno, qualquer unidade de saúde está preparada para realizar a primeira avaliação. Se você notar qualquer mancha suspeita, não espere sentir dor para procurar ajuda.


Palavras-Chave: Sintomas hanseníase, tratamento gratuito SUS, diagnóstico precoce pele.

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