
O ano de 2025 marcou o maior volume de afastamentos do trabalho dos últimos cinco anos no Brasil. O levantamento do Ministério da Previdência Social mostra que, das dez principais causas de incapacidade temporária, cinco são de natureza ortopédica. Fraturas de perna, tornozelo, punho, mão e lesões no ombro somam, juntas, mais de 640 mil benefícios concedidos.
Para entender o impacto dessas lesões na vida do trabalhador, consultamos as diretrizes das principais sociedades médicas do setor: TRAUMA (Trauma Ortopédico), SBCOC (Ombro e Cotovelo) e SBCM (Mão).
As fraturas não são todas iguais. A gravidade depende do nível de energia do impacto:
Fraturas Simples: Quando o osso quebra em apenas dois fragmentos. A recuperação costuma ser mais rápida.
Fraturas Cominuídas: Quando o osso se estilhaça em vários pedaços, comum em acidentes de trânsito ou quedas de altura.
Fraturas Expostas: Quando o osso rompe a pele. São casos de alta complexidade devido ao risco iminente de infecção.
A pressa em voltar ao trabalho pode ser uma inimiga da saúde. Segundo os especialistas, a reabilitação varia conforme o local da lesão:
Mão e Punho: Frequentemente exigem cirurgia para fixação com placas ou pinos para preservar o movimento fino. A recuperação média é de 3 a 6 meses.
Ombro: Lesões de tendões ou fraturas nesta região podem resultar em perda permanente de amplitude de movimento se a fisioterapia não for seguida rigorosamente.
Perna e Tornozelo: O tempo de afastamento costuma ser longo (podendo passar de 6 meses), pois o osso precisa de total consolidação antes de suportar o peso do corpo novamente.
As lesões de ombro (5º lugar no ranking) e de mão/punho (7º e 8º lugares) estão intimamente ligadas ao ambiente laboral no DF e Entorno:
Esforço Repetitivo: Movimentos acima da linha da cabeça ou carregar peso de forma inadequada inflamam os tendões do ombro (manguito rotador).
Acidentes com Máquinas: Falta de equipamentos de proteção (EPIs) ou fadiga levam a fraturas graves nas mãos e antebraços.
Quedas do Mesmo Nível: O reflexo de "aparar a queda" com as mãos é o principal causador de fraturas de rádio e punho.
As Sociedades de Especialidades reforçam que muitas dessas situações poderiam ser evitadas com:
Ergonomia: Ajuste de bancadas e pausas regulares para quem faz movimentos repetitivos.
Segurança no Trajeto: Grande parte das fraturas de perna e tornozelo ocorre em acidentes de trajeto (especialmente com motociclistas).
Uso de Calçados Adequados: Essencial para evitar escorregões que resultam em fraturas de pé e tornozelo.
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