
O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (23) em um patamar que não era visto desde maio de 2024. Vendida a R$ 5,169, a moeda registrou um recuo de 0,14%, consolidando uma trajetória de desvalorização que já soma quase 6% apenas nos primeiros dois meses de 2025.
A queda foi motivada por um movimento global de cautela em relação às políticas tarifárias do presidente dos EUA, Donald Trump. Embora o dia tenha começado com pressão de alta, a abertura dos mercados americanos trouxe uma "enxurrada" de capital estrangeiro para países emergentes, como o Brasil, derrubando a cotação.
Enquanto o câmbio favoreceu o real, o mercado de ações brasileiro teve um dia de correção. O Ibovespa fechou em queda de 0,88%, aos 188.853 pontos.
Realização de lucros: Após bater recordes na última sexta-feira, investidores aproveitaram para vender ações, especialmente de bancos.
Influência externa: O recuo nas bolsas de Nova York contaminou o pregão brasileiro durante a tarde.
Petróleo em alta: Na contramão da queda geral, as ações de petroleiras subiram, impulsionadas pelo preço do barril de petróleo, que reagiu às novas ameaças militares de Trump contra o Irã.
| Indicador | Valor | Variação |
| Dólar Comercial | R$ 5,169 | -0,14% |
| Ibovespa | 188.853 pts | -0,88% |
| Dólar em Fevereiro | - | -1,51% (Acumulado) |
| Dólar em 2025 | - | -5,83% (Acumulado) |
As oscilações refletem um cenário de "espera" global. Analistas apontam que a economia brasileira tem se beneficiado do fluxo de investidores que buscam alternativas às incertezas do mercado norte-americano, embora a volatilidade política externa continue sendo o principal fator de risco para o restante do semestre.