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O paradoxo da longevidade: brasileiras vivem mais, mas enfrentam maior vulnerabilidade na velhice

Projeções indicam que 25% da população terá mais de 65 anos em 2060; especialistas alertam para a necessidade de medicina preventiva e combate à desigualdade de gênero no cuidado

Redação
Por: Redação Fonte: Grupo Sabin e Redação Fato Novo
01/03/2026 às 01h00
O paradoxo da longevidade: brasileiras vivem mais, mas enfrentam maior vulnerabilidade na velhice

O Brasil está envelhecendo a passos largos. Segundo o IBGE, até 2060, um em cada quatro brasileiros terá mais de 65 anos, e as mulheres são o rosto principal dessa estatística, vivendo, em média, sete anos a mais que os homens. No entanto, essa sobrevida esconde um desafio: a "feminização da velhice" vem acompanhada de fragilidades biológicas e sociais acumuladas ao longo de décadas.

Após a menopausa, a queda hormonal eleva os riscos de osteoporose, hipertensão e doenças cardiovasculares. Para a Dra. Josie Velani Scaranari, do Sabin Diagnóstico e Saúde, o problema é estrutural: "Historicamente, as mulheres cuidam quando jovens, mas não são cuidadas quando envelhecem". A dedicação exclusiva ao cuidado de terceiros muitas vezes resulta em menores aposentadorias e falta de uma rede de apoio na maturidade.

O check-up como ferramenta de autonomia

Para que os anos extras de vida sejam acompanhados de independência, a medicina diagnóstica torna-se essencial. Identificar riscos antes que se tornem doenças incapacitantes é o caminho para o "envelhecimento ativo".

De acordo com especialistas, o acompanhamento para a maturidade feminina deve focar em quatro pilares principais:

  • Saúde Óssea: A densitometria óssea é vital para evitar fraturas, já que a osteoporose atinge uma em cada três mulheres após os 50 anos.

  • Cuidado do Coração: Monitorar colesterol, triglicerídeos e glicemia, prevenindo infartos e AVCs, que são as principais causas de morte feminina no país.

  • Equilíbrio Hormonal: Exames de tireoide (TSH e T4) são fundamentais, pois disfunções nessa glândula são comuns na terceira idade.

  • Prevenção de Câncer: A mamografia periódica e o exame molecular de DNA-HPV garantem detecção precoce e altas chances de cura para cânceres de mama e colo do útero.

Sobre o Grupo Sabin

Fundado em Brasília há 40 anos por Janete Vaz e Sandra Soares Costa, o Grupo Sabin é referência em liderança feminina e medicina diagnóstica. Com 362 unidades em 14 estados e no DF, o grupo oferece desde análises clínicas até genômica e check-ups executivos, focando no propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas.


 

 

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