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Sono de má qualidade é o novo “termômetro” para doenças crônicas

Especialista do CEJAM explica como a privação de sono inflama o corpo, desregula neurotransmissores e pode ser a causa oculta da hipertensão e da ansiedade

Redação
Por: Redação Fonte: CEJAM / Santa Casa de São Roque / Dr. Vinicius Bahia
01/03/2026 às 13h00
Sono de má qualidade é o novo “termômetro” para doenças crônicas

Dormir bem deixou de ser um luxo para se tornar um pilar de sobrevivência. Em fevereiro de 2026, a ciência médica consolida o sono não apenas como um período de descanso, mas como um marcador vital de saúde. Segundo o Dr. Vinicius Bahia, cardiologista da Santa Casa de São Roque (gerenciada pelo CEJAM), a qualidade das suas noites funciona como um termômetro: se o sono vai mal, o organismo inteiro sinaliza o desequilíbrio.

Durante o repouso, o cérebro realiza uma "faxina" e recalibra neurotransmissores essenciais como serotonina (humor), dopamina (prazer/motivação) e noradrenalina (alerta). Sem essa pausa, o sistema nervoso permanece em estado de estresse constante, elevando o risco de transtornos mentais e declínio cognitivo.

O impacto no corpo: do coração à imunidade

A privação crônica de sono é um gatilho para a inflamação. Quando não dormimos o suficiente, o corpo libera substâncias inflamatórias que aumentam a resistência à insulina e o risco cardiovascular.

Os principais riscos associados à falta de sono incluem:

  • Hipertensão Arterial: À noite, a pressão deve cair (descenso noturno). Sem sono de qualidade, o coração não descansa, mantendo níveis altos de cortisol e adrenalina.

  • Saúde Mental: A insônia altera os circuitos emocionais, tornando as pessoas mais reativas e vulneráveis à depressão.

  • Dor Crônica: Noites mal dormidas reduzem o limiar de dor, criando um ciclo onde a dor impede o sono e a falta de sono amplifica a percepção da dor.

Dicas para uma higiene do sono eficaz

Para o Dr. Vinicius, ajustar o descanso pode ser tão eficaz quanto mudar uma medicação. "Cuidar do sono não é apenas dormir mais horas, mas dormir melhor", pontua.

Estratégias para dormir melhor:

  1. Regularidade: Mantenha horários fixos para deitar e acordar, inclusive nos fins de semana.

  2. Ambiente: Reduza estímulos luminosos (telas de celular e TV) pelo menos uma hora antes de dormir.

  3. Investigação: Se o ronco é frequente ou a fadiga persiste, procure um especialista para descartar apneia do sono ou insônia crônica.

Cuidar do sono é um investimento de curto, médio e longo prazo. Quando o descanso é priorizado, os benefícios aparecem na disposição, no controle da pressão e na resiliência emocional.


Sono / Saúde Mental / Hipertensão / CEJAM / Bem-Estar / Qualidade de Vida / Neurotransmissores / Prevenção / Medicina Preventiva / Insônia

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