
Neste 28 de fevereiro de 2026, o Dia Mundial das Doenças Raras joga luz sobre um dado alarmante: muitos pacientes brasileiros consultam, em média, 10 médicos antes de receberem o diagnóstico correto. Na oftalmologia, essa demora pode significar a perda definitiva da visão.
Segundo a Dra. Mayra Leite, especialista do H.Olhos, a maioria dessas patologias tem origem genética e caráter progressivo. Sob o tema “Mais do que você pode imaginar”, a campanha Fevereiro Lilás reforça que identificar sinais logo nos primeiros meses de vida é a única forma de frear o avanço de doenças degenerativas.
A prevenção começa na maternidade com o Teste do Reflexo Vermelho (TRV). O exame é simples, mas vital para detectar precocemente anomalias na retina e no cristalino. No entanto, a Dra. Mayra adverte que o teste é apenas o ponto de partida.
Cronograma visual preventivo:
Ao nascer: Teste do Olhinho ainda na maternidade.
6 meses a 1 ano: Primeira consulta oftalmológica completa.
Até os 7 anos: Acompanhamento regular com especialista, período em que a visão termina de se desenvolver.
A especialista lista as condições que mais preocupam os consultórios e que podem levar à cegueira se negligenciadas:
Retinoblastoma: Tumor maligno que gera um reflexo branco na pupila (olho de gato em fotos).
Anirídia: Ausência total ou parcial da íris, causando extrema sensibilidade à luz.
Glaucoma Congênito: Má formação no sistema de drenagem do olho, diagnosticada geralmente no primeiro ano.
Catarata Congênita: Opacificação do cristalino que impede a passagem da luz.
Síndrome de Coloboma: Deformação na íris ou retina que altera o formato da pupila.
Sinais de alerta para pais e cuidadores: Dificuldade de enxergar no escuro, lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz (fotofobia) e movimentos oculares involuntários. Embora muitas dessas doenças não tenham cura definitiva, o tratamento adequado garante qualidade de vida e preserva o que resta da visão.
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