
O Brasil deu um passo estratégico para reduzir a dependência externa de medicamentos de alta complexidade. Durante o Fórum Empresarial Brasil-Índia, em Nova Delhi, o Ministério da Saúde formalizou três acordos de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). O objetivo é fabricar, em solo brasileiro, medicamentos oncológicos essenciais que, até então, tinham custos proibitivos para o sistema público.
A Índia, reconhecida globalmente como uma das maiores potências na produção de genéricos e biossimilares, transferirá tecnologia para laboratórios públicos brasileiros, como a Bahiafarma e a FURP, em colaboração com gigantes indianas como Biocon e Dr. Reddy's.
O foco inicial da parceria está em três imunoterápicos de última geração, utilizados no tratamento de tipos agressivos de câncer:
Pertuzumabe: Câncer de mama.
Dasatinibe: Leucemia.
Nivolumabe: Melanoma.
No setor privado, o tratamento com esses fármacos pode chegar a R$ 100 mil por paciente. Com a produção nacional, o SUS não apenas garante o abastecimento, mas reduz drasticamente os custos operacionais, permitindo que milhões de brasileiros tenham acesso a tratamentos antes considerados inacessíveis.
O plano de cooperação prevê um investimento de R$ 10 bilhões ao longo dos próximos 10 anos. Além dos medicamentos oncológicos, a Fiocruz também firmou acordos para o desenvolvimento de soluções voltadas a doenças raras e negligenciadas.
"A iniciativa fortalece a autonomia do Brasil na produção de medicamentos de alta complexidade", destaca o informe do Nexo Portal.
A medida foi recebida com entusiasmo por especialistas em saúde pública, que veem na transferência de tecnologia a única forma sustentável de manter o SUS atualizado frente às inovações da medicina moderna.
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