
O Brasil consolidou, nesta quarta-feira (25 de março de 2026), sua entrada no seleto grupo de nações que dominam o ciclo completo de produção de caças supersônicos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da apresentação do primeiro F-39E Gripen fabricado inteiramente em solo nacional, nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto (SP).
A aeronave é fruto de uma parceria estratégica com a empresa sueca Saab e marca o auge do programa Caça FX-2. "O céu do Brasil é palco de um momento histórico. Um país que acredita em si mesmo reafirma sua soberania", celebrou o presidente, que voou escoltado pela nova aeronave antes da cerimônia oficial de batismo.
A produção do Gripen no Brasil não é apenas uma montagem, mas um processo de transferência de conhecimento sem precedentes. Foram mais de um milhão de horas dedicadas ao desenvolvimento e 600 mil horas de treinamento para engenheiros e técnicos brasileiros.
Impacto Econômico: O programa deve gerar cerca de 13 mil empregos (2.200 diretos e 10.800 indiretos) em empresas como Embraer, AEL Sistemas, Akaer e Atech.
Cadeia de Produção: Componentes estruturais como a fuselagem e o cone de cauda já são fabricados em São Bernardo do Campo (SP).
Exportação: A planta de Gavião Peixoto já está preparada para fabricar caças para outros mercados, com negociações avançadas para países como a Colômbia.
O F-39E é uma aeronave de última geração projetada para múltiplas missões. Ele utiliza radares de ponta e sistemas de guerra eletrônica para realizar:
Controle Aeroespacial e Defesa Aérea: Proteção das fronteiras e do espaço aéreo.
Ataque ao Solo e Interdição: Precisão em missões de combate terrestre.
Inteligência e Reconhecimento: Sensores avançados para coleta de dados em tempo real.
O programa prevê a entrega de 36 aeronaves até 2033, com um investimento total de R$ 28,5 bilhões. Destas, 15 serão produzidas integralmente no Brasil.
Durante a visita, Lula também conheceu a pista de testes de Gavião Peixoto — a maior do Hemisfério Sul, com 5 km de extensão — e acompanhou a demonstração do eVTOL (veículo elétrico de pouso e decolagem vertical). Desenvolvido pela Eve Air Mobility (subsidiária da Embraer), o "carro voador" está em fase de ensaios em voo desde dezembro de 2025 e representa a próxima fronteira da mobilidade urbana nacional.
Gripen / F-39E / Embraer / Saab / Defesa Nacional / Força Aérea Brasileira / Lula / Tecnologia / Gavião Peixoto / Indústria de Defesa