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Novo perfil do Brasil: População envelhece e vive cada vez mais em apartamentos

Dados do IBGE revelam salto de 109% no número de pessoas morando sozinhas e aumento da verticalização; Florianópolis lidera em moradias individuais

Por: Gutemberg Silva Fonte: IBGE / PNAD Contínua 2025 / Pesquisa Quaest
19/04/2026 às 17h32
Novo perfil do Brasil: População envelhece e vive cada vez mais em apartamentos

Novos dados da PNAD Contínua, divulgados pelo IBGE, traçam um retrato profundo das transformações sociais no Brasil em 2025. O país, que atingiu a marca de 212,7 milhões de habitantes, apresenta um rosto cada vez mais maduro: a fatia de jovens (menos de 30 anos) encolheu para 41,4%, enquanto o percentual de idosos saltou para 16,6%. Esse fenômeno é fruto da combinação entre a queda na taxa de natalidade e o aumento da longevidade.

Este envelhecimento populacional reflete diretamente na estrutura dos lares brasileiros. O número de pessoas que moram sozinhas dobrou em 13 anos, chegando a 15,6 milhões. Atualmente, quase 20% das residências no Brasil são ocupadas por apenas um morador, e, desse grupo, mais de 40% são idosos. No topo do ranking da "solidão voluntária", Florianópolis desbancou Porto Alegre, com 30% de moradias individuais.

Verticalização e o mercado de aluguel

A forma como o brasileiro habita também mudou drasticamente. O país está mais verticalizado: o número de apartamentos cresceu quase 50% desde 2016, totalizando 13,6 milhões de unidades. Embora as casas ainda sejam a maioria absoluta (65,6 milhões), o ritmo de crescimento dos prédios é muito superior.

Além disso, o sonho da casa própria enfrenta a realidade do aluguel. Cerca de 48,7 milhões de pessoas vivem em imóveis alugados no país — o que representa 24% do total de domicílios. No campo da infraestrutura, os dados mostram avanços: a energia elétrica é quase universal (99,8%), enquanto a rede de esgoto atinge 71,4% das moradias, um crescimento gradual, mas ainda com desafios em regiões periféricas.

O peso das "Bets" no orçamento

O levantamento também trouxe luz ao comportamento financeiro. Uma pesquisa da Quaest aponta que 29% dos brasileiros já são adeptos das apostas esportivas online (bets). Apesar da onipresença da publicidade no setor, o impacto direto no consumo das famílias ainda é considerado limitado por alguns estudos, representando 0,46% dos gastos totais, um patamar comparável ao consumo de bebidas alcoólicas (0,5%).

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 IBGE / População Brasileira / Morar Sozinho / Apartamentos / Aluguel / Bets / Brasil 2025 

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