
O movimento matutino no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) foi interrompido por um cenário de susto e destruição. Um incêndio de médias proporções atingiu três veículos que estavam estacionados nas proximidades da Feira dos Importados, um dos polos comerciais mais movimentados do Distrito Federal, na manhã desta sexta-feira (5). O fogo consumiu de forma severa a estrutura dos automóveis, resultando na perda total de duas unidades e em avarias parciais em um terceiro veículo. Apesar da intensidade das labaredas e da fumaça densa, o socorro médico não precisou ser acionado, pois ninguém ficou ferido.
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado via central de emergências e deslocou viaturas de combate a incêndio para o quadrante. Ao chegarem ao endereço, as equipes se depararam com os carros totalmente tomados pelo fogo. Os militares iniciaram as linhas de ataque com espuma e água, conseguindo isolar o perímetro e debelar o incêndio antes que as chamas avançassem sobre as demais dezenas de veículos enfileirados no bolsão de estacionamento público.
Embora as causas oficiais dependam do laudo pericial da corporação, os relatos colhidos no local ajudam a reconstruir a dinâmica do incidente:
O estopim: Testemunhas apontaram que o fogo começou devido a cinzas residuais de descarte de material — que não haviam sido completamente apagadas — depositadas exatamente na vaga onde o primeiro carro foi estacionado;
A propagação: O calor e o vento fizeram com que a base do automóvel entrasse em combustão, e as chamas rapidamente saltaram para os dois veículos estacionados nas vagas laterais;
A contenção: Após apagar o fogo principal, os bombeiros executaram o protocolo de rescaldo, revirando as ferragens retorcidas para eliminar focos ocultos de calor e prevenir o surgimento de novos focos.
A tragédia material só não ganhou contornos maiores graças ao espírito de união dos trabalhadores locais. O feirante Evangelista da Silva, de 45 anos, percebeu o perigo iminente e liderou uma força-tarefa civil para salvar os patrimônios alheios. Sob a liderança dos brigadistas civis da própria Feira dos Importados, um grupo de comerciantes uniu forças para empurrar, manualmente, vários carros vizinhos para longe do calor extremo. “Eles agradeceram por termos tirado os carros do local”, narrou Evangelista.
Abalado emocionalmente com a perda súbita do patrimônio, um dos proprietários dos carros destruídos preferiu não conceder entrevista à equipe de reportagem. O calor gerado pelas chamas também atingiu a rede aérea de distribuição elétrica da região, danificando parte da fiação que atende o complexo comercial. No entanto, em nota de monitoramento técnico, a concessionária Neoenergia Brasília informou que as equipes de plantão agiram rápido e que nenhuma das lojas internas da feira teve o fornecimento de energia interrompido.
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