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Cultura

“Além do Sonho” resgata memória urbanística de Brasília em pré-estreia no MPDFT

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Curta-metragem, viabilizado com recursos de acordos de não persecução penal, homenageia os desafios e ideais que marcaram a construção da capital federal

Em meio à vastidão do cerrado e às linhas ousadas de Brasília, “Além do Sonho” resgata uma história esquecida, homenageando as raízes urbanas da capital. Na pré-estreia, realizada nesta segunda-feira, 28 de abril, na sede do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), membros e servidores assistiram ao filme que revisita o espírito do I Seminário de Estudos dos Problemas Urbanos, de 1974, e o reencontro de Lúcio Costa com sua obra. A partir das memórias de quem construiu a cidade, o curta propõe uma reflexão sobre os desafios urbanos enfrentados ao longo do tempo, transformando a história em poesia e unindo justiça, memória e cultura em uma celebração do que fomos — e do que ainda podemos ser.

A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades e servidores do MPDFT, como o procurador-geral de justiça Georges Seigneur, a promotora de justiça de Defesa da Ordem Urbanística Laís Cerqueira, o presidente da Associação Andar a Pé, Wilde Cardoso Gontijo Júnior, o vice-procurador-geral de justiça institucional Antonio Marcos Dezan, o juiz de direito Carlos Frederico Maroja, o promotor de justiça Dênio Augusto de Oliveira Moura, além da assessora de Políticas de Atendimento ao Público, Thaíse Dezen, e dos diretores do filme, José Walter Nunes e Sandra Bernardes.

O procurador-geral Georges Seigneur ressaltou a importância de Brasília não apenas como sede dos poderes da República, mas como uma expressão única da inovação modernista brasileira. “Brasília é mais do que a sede dos poderes; é uma cidade com uma cultura própria, que devemos preservar”, afirmou, reforçando que o filme fortalece o compromisso de proteger a identidade urbanística da capital.

A promotora Laís Cerqueira destacou que a exibição prévia para os integrantes do MPDFT foi uma forma de reconhecer o trabalho de todos que contribuíram para a realização do projeto. Ela ressaltou a importância de as Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística estabelecerem parcerias com instituições que promovam ações em benefício da cidade e agradeceu à Associação Andar a Pé pelo empenho na execução da iniciativa.

O presidente da Associação Andar a Pé, Wilde Cardoso Gontijo Júnior, relembrou que o projeto, iniciado em fevereiro de 2024, homenageia aqueles que, desde 1974, discutem os rumos de Brasília. “O filme traz à tona um momento histórico e reflete sobre os desafios urbanos da cidade”, disse. Ele também prestou homenagem à professora Ignez Costa Barbosa Ferreira e ao arquiteto Amílcar Coelho Chaves, participantes do seminário de 1974 que faleceram antes da finalização do projeto. “Este trabalho é um tributo a todos que contribuíram para a construção de Brasília”, concluiu.

Resgate Histórico

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Dirigido por José Walter Nunes e Sandra Bernardes, Além do Sonho retrata o desenvolvimento urbano de Brasília partindo do histórico seminário de 1974, quando Lúcio Costa revisitou a cidade que ajudou a idealizar. Com depoimentos de figuras como José Carlos Coutinho, Ignes Barbosa e Frederico de Holanda, o filme articula passado e presente e traz reflexões sobre os rumos e os desafios enfrentados pela capital desde sua fundação.

Para a espectadora Thayane do Amaral Coelho e Lima, servidora da Coordenadoria Executiva de Medidas Alternativas (Cema), a obra é mais do que um resgate histórico: “O documentário resgata os sonhos e desafios dos construtores de Brasília e nos faz refletir sobre questões atuais, como o crescimento desordenado e a preservação do patrimônio histórico. É motivo de orgulho ver o MPDFT promover, por meio das medidas alternativas, iniciativas que fortalecem a cidadania e a identidade da nossa capital”.

A produção foi viabilizada com recursos provenientes de acordos de não persecução penal (ANPP), instrumento que permite destinar valores a projetos de interesse social e cultural. O vice-procurador-geral de justiça, Antonio Marcos Dezan, ressaltou essa contribuição: “Esse curta-metragem que acabamos de assistir em primeira mão é fundamental para a preservação da memória do início de Brasília. E essa parceria com os recursos oriundos dos acordos de não persecução penal incentivam a preservação dessa cultura, que é um patrimônio nosso”, afirmou.

Sobre o ANPP

Instituições sociais interessadas em obter recursos provenientes desses acordos devem entrar em contato com o Setor de Controle e Acompanhamento de Medidas Alternativas (Sema/MPDFT) da sua cidade. Clique aqui para acessar a lista de contatos por região do DF.

Lançamento 

O curta “Além do Sonho” será lançado na próxima quarta-feira, 30 de abril, às 19h, no Cine Brasília. A sessão é um convite para celebrar a história e refletir sobre o futuro urbano da capital.

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Lançamento do Curta “Além do Sonho”

Data: Quarta-feira, 30 de abril de 2025

Horário: 19h

Local: Cine Brasília

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre


Fonte: MPDFT

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Cultura

Lei Rouanet injeta R$ 25,7 bilhões na economia e gera 228 mil empregos

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Estudo da FGV revela que 2024 foi um ano histórico para o incentivo cultural, com retorno de R$ 7,59 para cada real investido e expansão recorde de projetos nas regiões Norte e Nordeste

A Lei Rouanet consolidou-se em 2024 não apenas como o principal pilar de fomento às artes, mas como um motor estratégico para o desenvolvimento econômico do Brasil. Segundo a Pesquisa de Impacto Econômico da Lei Rouanet, realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e divulgada recentemente, o mecanismo movimentou R$ 25,7 bilhões e foi responsável pela manutenção de 228 mil postos de trabalho.

O levantamento traz um dado impressionante sobre a eficiência do gasto público: para cada R$ 1 investido por meio de renúncia fiscal, o retorno para a sociedade foi de R$ 7,59. Este valor representa um salto significativo em relação ao estudo de 2018, quando o retorno era de R$ 1,59. A nova metodologia da FGV passou a contabilizar também os gastos indiretos do público em setores como transporte, hotelaria e alimentação, refletindo a cadeia produtiva completa da cultura.

Retorno aos cofres públicos supera o valor da renúncia fiscal

Um dos mitos derrubados pela pesquisa é o de que o incentivo cultural representaria um prejuízo ao erário. Em 2024, a atividade econômica gerada pelos projetos resultou em uma arrecadação de R$ 3,9 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais.

Na prática, isso significa que para cada R$ 1 que o governo deixou de arrecadar via renúncia (que somou R$ 3 bilhões), R$ 1,39 retornaram aos cofres públicos na forma de novos tributos. Além disso, o estudo aponta que a cada R$ 12,3 mil investidos pela lei, um posto de trabalho foi sustentado na economia brasileira, demonstrando a alta capacidade de absorção de mão de obra do setor cultural.

Novos programas impulsionam crescimento fora do eixo Sul-Sudeste

A política de descentralização do Ministério da Cultura (MinC) colheu resultados expressivos no último ano. Com o lançamento de editais específicos como Rouanet Norte, Rouanet Nordeste e Rouanet nas Favelas, o número de projetos aprovados e executados disparou em regiões historicamente submetidas a menores investimentos:

  • Região Nordeste: Crescimento recorde de 427% no número de projetos.

  • Região Norte: Expansão de 408%.

  • Região Centro-Oeste: Alta de 245%.

Além da distribuição geográfica, o impacto social foi priorizado: 58,9% dos projetos realizaram ações em áreas periféricas, zonas de vulnerabilidade ou territórios de comunidades tradicionais, democratizando o acesso à produção cultural.

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42% da população brasileira impactada por projetos culturais

O alcance da Lei Rouanet em 2024 atingiu a marca de 89,3 milhões de pessoas, o que equivale a quase metade da população do país. Desse total, cerca de 70 milhões foram visitantes presenciais em eventos como festivais, exposições e peças de teatro.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, reforçou que os dados robustos permitem defender a legislação com base em evidências técnicas. “Investir em cultura é investir em gente”, afirmou a ministra, destacando que a modernização do sistema de prestação de contas trará ainda mais transparência e segurança jurídica para investidores e produtores culturais nos próximos ciclos.


Com informações: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, FGV, Ministério da Cultura

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Cultura

Roberto Bomtempo traz o espírito de Raul Seixas à CAIXA Cultural Brasília neste final de semana

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Após sessões esgotadas em 2025, o musical “Raul Fora da Lei” retorna para curta temporada; espetáculo celebra os 25 anos de sucesso contando a trajetória do “Maluco Beleza” através de seus próprios escritos

Os fãs brasilieiros de Raul Seixas já podem preparar o grito de “Toca Raul!”. A CAIXA Cultural Brasília recebe, entre os dias 30 de janeiro e 1º de fevereiro, o aclamado espetáculo musical “Raul Fora da Lei – A História de Raul Seixas”. Estrelado por Roberto Bomtempo, o projeto retorna à capital federal após o sucesso absoluto de público em setembro do ano passado.

Há mais de um quarto de século em cartaz, a montagem mergulha na mente de Raulzito de forma despojada e autêntica. O texto, baseado em diários e escritos do próprio artista, revela suas contradições, seus amores, sua busca espiritual e sua relação visceral com o estrelato. No palco, Bomtempo é acompanhado por um elenco de atores-cantores e pela banda brasiliense SOS Toca Raul, transformando o teatro em uma verdadeira celebração da Sociedade Alternativa.

Uma trajetória de sucesso e metamorfose

O espetáculo nasceu originalmente como um monólogo e evoluiu para o formato de musical sob a direção de Deto Montenegro (Oficina dos Menestréis). A proposta é inspirada no estilo do clássico Hair, focando na energia de uma grande festa coletiva.

Durante os 80 minutos de apresentação, o público é convidado a entoar clássicos imortais como:

  • Metamorfose Ambulante

  • Ouro de Tolo

  • Sociedade Alternativa

  • Gita

A montagem conta com a codireção do brasiliense Abaetê Queiroz e direção musical de Marco de Vita, garantindo uma sonoridade que respeita o legado do cantor baiano enquanto traz o vigor do teatro musical contemporâneo.

Programe-se para o espetáculo

As vendas já estão abertas, e a expectativa é de que os 406 lugares do teatro se esgotem rapidamente, repetindo o feito das sessões anteriores.

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  • Data: 30 e 31 de janeiro (sexta e sábado) às 20h; 01 de fevereiro (domingo) às 19h.

  • Local: CAIXA Cultural Brasília (Setor Bancário Sul).

  • Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia para estudantes, professores, idosos e clientes CAIXA).

  • Vendas: No site Bilheteria Cultural ou diretamente na bilheteria física da CAIXA Cultural.

  • Dica: O estacionamento é gratuito para o público aos finais de semana e na sexta-feira após as 18h.

Ficha Técnica de Peso

O espetáculo traz uma equipe de produção experiente, com coreografias de Evelyn Klein e Candé Brandão, e uma banda de apoio formada por músicos locais que já são conhecidos na cena de Brasília pelo tributo fiel à obra de Raul.


Com informações: Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural Brasília

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Cultura

Oscar 2026: Brasil faz história com 5 indicações e Japão brilha na Maquiagem

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Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho colocam o cinema brasileiro no topo; animações japonesas ficam de fora da disputa final

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas revelou nesta quinta-feira (22) a lista oficial de indicados para o Oscar 2026, e o cenário para o cinema brasileiro é de celebração histórica. Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil consolida sua força global, desta vez com o longa “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, que garantiu 5 indicações, incluindo as prestigiosas categorias de Melhor Filme e Melhor Filme Internacional.

Wagner Moura confirmou o favoritismo e disputará a estatueta de Melhor Ator, repetindo o impacto internacional de produções brasileiras recentes. O filme ainda figura na inédita categoria de Melhor Elenco. Outro destaque brasileiro é o diretor de fotografia Adolpho Veloso, indicado por seu trabalho na produção estadunidense “Sonhos de Trem” (Netflix). Por outro lado, o curta “Amarela”, de André Hayato Saito, acabou ficando de fora da lista final, apesar da forte expectativa.

O cenário para o Japão e os Animês

Para o Japão, a 98ª edição da premiação terá uma presença mais contida. O filme “Kokuho”, dirigido por Lee Sang-il, será o único representante do país, concorrendo em Melhor Maquiagem e Penteado. A produção, que narra o encontro tenso entre um ator de kabuki e a Yakuza, enfrentará fortes concorrentes como “Frankenstein” e “Pecadores”. Vale notar que o renomado maquiador japonês Kazu Hiro também está na disputa por “The Smashing Machine”.

A grande surpresa negativa para os fãs da cultura pop japonesa foi a ausência de animês nas categorias principais. Apesar de sete produções estarem aptas — incluindo o aguardado “Chainsaw Man – O Filme: O Arco de Reze” e “Demon Slayer: Castelo Infinito” — nenhuma animação japonesa conseguiu avançar para a disputa final de Melhor Animação.

Disputa por Melhor Filme Internacional

A categoria de Melhor Filme Internacional, onde o Brasil aparece com força, será uma das mais acirradas do ano. Confira os países e filmes que garantiram a indicação oficial:

País Filme Direção
Brasil O Agente Secreto Kleber Mendonça Filho
Espanha Sirãt Manuel Martín Cuenca
França Foi Apenas um Acidente Maïwenn
Noruega Valor Sentimental Joachim Trier
Tunísia A Voz de Hind Rajab Lotfy Nathan

A cerimônia de entrega do Oscar 2026 ocorrerá no dia 15 de março, em Los Angeles. No Brasil, “O Agente Secreto” já é considerado um marco cultural, enquanto o japonês “Kokuho” tem estreia prevista nos cinemas nacionais para o dia 5 de março, com distribuição da Sato Company em parceria com a Imovision.

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O perfil altamente atualizado das produções brasileiras e a técnica impecável do cinema japonês em categorias como maquiagem e fotografia reafirmam a importância da isonomia e da diversidade cultural na maior festa do cinema mundial.


Com informações: Oscars e JBOX.

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