Uso de tecnologia de manipulação de áudio e vídeo coloca pressão sobre seguradoras, aumentando custos operacionais e riscos de fraude
A disseminação de
deepfakes e
desinformação digital nas redes sociais tem gerado impactos significativos no
setor econômico e no mercado segurador , segundo relatórios recentes da
Swiss Re , uma das maiores resseguradoras do mundo. Além de representarem uma ameaça aos consumidores, essas tecnologias têm se tornado uma realidade para as próprias
seguradoras , que enfrentam
custos crescentes para identificar, prevenir e mitigar os riscos associados à
manipulação de informações .
Fraudes mais sofisticadas em seguros
Deepfakes são cada vez mais usados para
falsificar provas em sinistros , incluindo
imagens alteradas e vídeos manipulados . No
Reino Unido , já há um aumento expressivo de
fraudes de baixo valor baseadas em evidências falsas , segundo dados apresentados no relatório
Sonar 2025 .
Reputação e confiança em risco
Narrativas falsas sobre a
saúde financeira de seguradoras , decisões regulatórias ou judiciais influenciadas por
conteúdos enganosos podem afetar negativamente a
imagem institucional e a
confiança do mercado . A exposição a campanhas de desinformação pode gerar
reclamações em massa ,
perda de clientes e
impacto financeiro direto .
Custos operacionais e exigências regulatórias crescem
As seguradoras enfrentam
pressão crescente para investir em tecnologias de verificação digital , com o objetivo de identificar conteúdos falsos e reduzir a litigiosidade. Isso inclui:
- Aquisição de sistemas de detecção de deepfakes
- Integração com inteligência artificial
- Aumento de equipes especializadas
- Cumprimento de novas exigências regulatórias
Esses fatores aumentam a necessidade de
seguros cibernéticos especializados , capazes de cobrir os danos decorrentes de ataques digitais e campanhas de desinformação.
Riscos às operações digitais e segurança corporativa
Já há registros de
hackers usando deepfakes para fraudar processos seletivos e obter acesso a
sistemas críticos de grandes empresas. Essa prática representa um
novo tipo de ameaça à infraestrutura digital e ao
funcionamento seguro de organizações .
Setores mais vulneráveis
Empresas de setores altamente dependentes de
transações digitais e imagem pública são as mais expostas ao uso de deepfakes e desinformação. Entre os mais afetados estão:
- Bancos
- Fintechs e empresas de investimento
- Mídia e telecomunicações
- Tecnologia
- Indústria farmacêutica
Esses segmentos enfrentam riscos como:
- Perda de confiança do público
- Danos à reputação corporativa
- Queda na receita publicitária
- Prejuízos financeiros diretos
Dados alarmantes sobre os impactos
Relatório global da
Regula Forensic (2024) , que ouviu mais de
1.000 tomadores de decisão , revelou que:
- Mais de 92% das empresas já sofreram prejuízos com deepfakes
- 10% delas relataram perdas superiores a US$ 1 milhão
Dados do
Wall Street Journal (abril de 2024) também apontam um
aumento de 700% nos incidentes com deepfakes nas fintechs em 2023 , evidenciando o crescimento exponencial do problema.
Com informações: Swiss Re – Relatório Sonar 2025