Governo Trump anuncia contato com cúmplice de Epstein
Departamento de Justiça dos EUA confirmará informações de Ghislaine Maxwell sobre tráfico sexual de menores
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Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (22) que realizará reunião nos próximos dias com
Ghislaine Maxwell , condenada a 20 anos de prisão por crimes relacionados ao tráfico sexual de menores cometidos junto ao bilionário
Jeffrey Epstein . A informação foi divulgada na rede social X pelo
vice-ministro da Justiça, Todd Blanche , em resposta a nota publicada pela procuradora-geral
Pam Bondi .
Reunião solicitada por Trump
Blanche declarou que o encontro foi convocado após solicitação do presidente
Donald Trump , que pediu ao Departamento de Justiça "para divulgar todas as evidências confiáveis" sobre o caso Epstein. "Se Maxwell tiver informações sobre alguém que cometeu crimes contra as vítimas, o FBI e o Departamento de Justiça ouvirão o que ela tem a dizer", afirmou Blanche.
Processo de contato
O representante do governo informou que a reunião foi orientada pela procuradora-geral Bondi. Após a solicitação, entrou "em contato com o advogado de Maxwell para verificar se ela estaria disposta a falar com os promotores do Departamento".
Contexto das investigações
No início de julho, o Departamento de Justiça e o FBI concluíram que não encontraram evidências de que Epstein chantageou figuras poderosas, manteve uma "lista de clientes" ou foi assassinado na prisão. Bondi reiterou que na "mais recente investigação aprofundada dos documentos conservados pelo FBI sobre o caso, não surgiu nenhuma evidência que justificasse uma investigação contra terceiros não indiciados".
Polêmica em torno de carta supostamente escrita por Trump
A decisão de ouvir Maxwell ocorre após reportagem do
Wall Street Journal revelar na última quinta-feira (17) a existência de uma carta supostamente escrita por Trump ao bilionário Epstein. A correspondência integra um álbum com mensagens de diversos amigos que homenagearam Epstein durante seu aniversário de 50 anos, em 2003. O álbum foi organizado por Maxwell, condenada pelos crimes de pedofilia. A carta, nunca apresentada anteriormente, traz diálogo imaginário entre Trump e Epstein, onde o remetente reforça "como é maravilhoso ter um amigo verdadeiro". Na última linha, lê-se: "Feliz aniversário, e que cada dia seja mais um segredo extraordinário". O presidente nega a veracidade do documento: "Não fui eu. É falsa [a carta]. A matéria do Wall Street Journal [também] é falsa", declarou Trump, acrescentando que "nunca pintou um quadro em sua vida". Epstein foi encontrado morto na prisão em 2019, acusado de comandar uma rede de exploração sexual e de abusar de mais de 250 menores de idade. Mais de 180 nomes foram mencionados em documentos judiciais ligados a um processo aberto por
Virginia Giuffre , uma das principais acusadoras de Epstein, contra Maxwell. Entre as pessoas citadas estão figuras públicas como Trump, o ex-presidente
Bill Clinton , o príncipe Andrew, o músico
Michael Jackson , o astrofísico
Stephen Hawking e o mágico
David Copperfield .
Com informações:
Opera Mundi