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MPDFT celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

MPDFT celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

Redação
Por: Redação
28/07/2025 às 10h31 Atualizada em 28/07/2025 às 13h31
MPDFT celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha
Foto: Reprodução

Data reforça combate ao racismo e sexismo que afetam milhões de mulheres negras no Brasil e nas Américas

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha nesta sexta-feira (25/07). A data foi instituída em 1992, na República Dominicana, durante o 1º Encontro de Mulheres Negras Latino-Americanas e do Caribe, que reuniu mais de 300 representantes de 32 países. No Brasil, a data também marca o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem à líder do Quilombo Quariterê, símbolo da resistência contra a escravidão e da luta por justiça social durante o período colonial.
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Realidade das mulheres negras brasileiras
A realidade ainda imposta às mulheres negras brasileiras é marcada por múltiplas formas de violência: Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) de 2022:
  • 55% das mulheres brasileiras vítimas de violência eram negras
  • 62% das vítimas de violência sexual eram negras
  • 67% das vítimas de feminicídio eram mulheres pretas ou pardas
Pesquisa Nacional da Violência Contra a Mulher Negra, do Instituto DataSenado:
  • Das 45 milhões de mulheres negras brasileiras, 38% vivem no Sudeste e 36% no Nordeste
  • 53% sofreram violência antes dos 25 anos
  • 87% sofreram violência psicológica e 78% violência física
  • 66% têm baixa ou nenhuma renda
  • 85% convivem com seus agressores
Atuação do Núcleo de Direitos Humanos
No MPDFT, o Núcleo de Direitos Humanos (NDH) atua permanentemente para promover a igualdade racial e de gênero. A promotora de justiça Adalgiza Aguiar, coordenadora do NDH, explica que o núcleo atua com recorte interseccional, considerando marcadores de raça e classe.
"Essa diretriz tem orientado ações como o Projeto Todas Elas, que visa à construção e implementação de fluxos integrados da rede de enfrentamento à violência contra a mulher nas regiões administrativas", afirma.
A promotora destaca que "precisamos considerar que, infelizmente, a maior parte dos casos de feminicídio ocorridos entre 2015 e 2025 no Distrito Federal vitimaram mulheres negras. Isso revela o caráter estrutural e racializado da violência letal de gênero em nosso território".
Ações institucionais
Desde 2024, o NDH, em parceria com o Comitê de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade, promove o programa de Letramento Racial e Formação Antirracista, voltado à qualificação crítica de membros e servidores do MPDFT.

O NDH também acompanha a construção da 2ª Marcha Nacional de Mulheres Negras, prevista para novembro em Brasília.


Com informações:  MPDFT
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