Com orientação da Sociedade Brasileira de Diabetes, pessoas com diabetes podem consumir o morango do amor ocasionalmente, com controle da glicemia e ajuste na alimentação
O morango do amor tornou-se a nova sensação nas ruas e redes sociais do Brasil, substituindo, em popularidade, a tradicional maçã do amor. Feito com morangos cobertos por brigadeiro branco e uma camada crocante de açúcar derretido, o doce é altamente calórico e rico em carboidratos. A boa notícia é que, mesmo para quem tem diabetes, é possível consumi-lo — desde que com moderação e orientação.
O
Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) orienta que o consumo do morango do amor pode fazer parte da alimentação de pessoas com diabetes, desde que inserido de forma consciente e ocasional.
Dicas para consumir com segurança - Porções controladas: comer uma unidade apenas em ocasiões especiais, evitando transformar o doce em um hábito frequente. O consumo diário pode comprometer o controle glicêmico.
- Acompanhamento da glicemia: é essencial monitorar os níveis de glicose no sangue antes e após o consumo, especialmente para ajustes necessários no tratamento.
- Para diabetes tipo 2: o ideal é consumir o doce após uma refeição principal, quando o corpo já está processando outros nutrientes. Isso ajuda a amenizar a elevação brusca da glicemia.
- Para diabetes tipo 1: é fundamental fazer a contagem de carboidratos e ajustar a dose de insulina com orientação da equipe médica. O morango do amor pode conter entre 30 e 50 gramas de carboidratos, dependendo do tamanho e da receita.
- Equilíbrio alimentar: mantenha uma alimentação balanceada ao longo do dia, rica em vegetais, proteínas magras e grãos integrais, para compensar o impacto do doce.
Um doce, muita atenção Apesar do nome romântico, o morango do amor é um alimento ultraprocessado, com alto teor de açúcar e gordura. Para pessoas com diabetes, o consumo deve ser
planejado, nunca espontâneo. A SBD reforça que o equilíbrio e a moderação são as chaves para desfrutar de guloseimas sem comprometer a saúde.
Com informações: Sociedade Brasileira de Diabetes