Protestos contra a ofensiva israelense ocorreram em Tel Aviv, Damasco e Rabat; polícia usou jatos d’água em manifestantes. Líder do Ansarullah denuncia uso de armas dos EUA.
Repressão em Tel Aviv durante protesto por Gaza Em Tel Aviv, a polícia de choque israelense utilizou canhões de água para dispersar um ato público que exigia o fim da ocupação da Faixa de Gaza e a libertação de prisioneiros palestinos. De acordo com relatos, ao menos dez pessoas foram detidas durante a manifestação. Os manifestantes rejeitam os planos do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de estabelecer uma ocupação contínua no território palestino. O protesto em Tel Aviv faz parte de uma onda de mobilizações internacionais ocorridas em cidades como Haia, Paris e Al-Quds (Jerusalém), onde milhares de pessoas se reuniram para condenar a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza.
Mobilizações na Tunísia e no Marrocos Na capital da Tunísia, centenas de estudantes marcharam pela Avenida Habib Bourguiba, portando bandeiras palestinas e do movimento Hamas. O ato seguiu em direção à Embaixada da França após início em frente ao Teatro Municipal. No Marrocos, sindicatos convocaram uma greve geral no setor de educação com o objetivo de exigir o fim dos ataques israelenses em Gaza. A mobilização reflete o apoio institucional e popular a causas ligadas à resistência palestina.
Protestos na Síria e no Líbano Em Damasco, manifestações foram registradas contra os bombardeios israelenses na Síria e na Palestina. Já no Líbano, cidadãos realizaram um ato no local de sepultamento do líder do Hezbollah, Seyyed Hassan Nasrallah, em protesto contra possíveis decisões do governo libanês de desarmar grupos de resistência. Manifestantes expressaram preocupação com a segurança nacional diante de possíveis acordos de desmilitarização.
Líder do Ansarullah denuncia armas dos EUA no conflito O líder do movimento Ansarullah, no Iêmen, denunciou o uso de bombas e munições fornecidas pelos Estados Unidos em ataques israelenses a Gaza. Em comunicado, anunciou a expansão de um bloqueio naval como medida de pressão contra Israel. A ação está alinhada às posições do grupo em apoio à resistência palestina.
Hamas convoca greve global contra ofensiva O movimento Hamas convocou uma greve global para segunda-feira, com o objetivo de pressionar pela interrupção da ofensiva israelense em Gaza. Segundo dados oficiais palestinos, desde 18 de março de 2025, cerca de 1.400 pessoas morreram e mais de 3.400 ficaram feridas no território. Desde outubro de 2023, o conflito já resultou em mais de 50.700 mortes em Gaza, conforme registros oficiais, sendo a maioria mulheres e crianças.
Mandados de prisão do CPI contra líderes israelenses Em novembro de 2024, o Tribunal Penal Internacional (CPI) expediu mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant. As acusações incluem crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos durante a ofensiva em Gaza. Os mandados ainda não foram cumpridos.
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Opera Mundi