A Itália anunciou, nesta segunda-feira (11/8/2025), o resgate humanitário de 34 crianças da Faixa de Gaza para tratamento médico no país. A operação, coordenada pelo governo da premiê Giorgia Meloni, envolve o apoio dos Ministérios do Interior, Defesa, Relações Exteriores e do Departamento da Defesa Civil.
Três aeronaves
C-130 decolaram de
Pisa com destino ao
aeroporto de Eilat Ramon, em Israel, para buscar as crianças e
91 famílias que as acompanham. Na terça-feira (13/8), os voos retornarão a
Milão, Ciampino e Pisa, onde os pacientes serão encaminhados a hospitais especializados.
Esforço humanitário internacional
Segundo a nota oficial do Ministério das Relações Exteriores italiano (Farnesina), a Itália já
hospitalizou 150 crianças de Gaza e seus familiares — mais de
460 pessoas — desde o início das operações de resgate. O país se tornou o
quarto no mundo, e o
primeiro entre os ocidentais, a organizar transferências médicas em larga escala de pacientes do enclave palestino. A ação faz parte de um esforço contínuo de assistência humanitária em meio ao agravamento do conflito na região.
Ataques em zonas residenciais deixam 48 mortos em um dia
Enquanto o resgate ocorria, a Faixa de Gaza enfrentou uma nova onda de ataques israelenses. Desde o amanhecer de terça-feira (12/8),
48 palestinos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Ataques atingiram áreas residenciais consideradas "zonas seguras", incluindo:
- Al-Nadeem: quatro membros da família al-Sahaba mortos em seu apartamento; uma menina resgatada, dezenas desaparecidos
- Próximo à mesquita al-Faruq: três mortos da família al-Hasari; cerca de 20 pessoas presas sob escombros
- Família al-Salmi: mais uma vítima confirmada
- Bairro de Sabra, em Gaza: ao menos três mortos, incluindo uma criança
Na área de
al-Mawasi, declarada "zona segura" por Israel, um bombardeio matou o bombeiro
Abdul Rahman Maher Abu Latifa e seus pais. A Defesa Civil Palestina informou que
137 resgatistas já foram mortos desde o início da guerra.
Cenário humanitário crítico
Nas últimas 24 horas, o Ministério da Saúde de Gaza registrou
89 mortos — incluindo
31 em filas por ajuda humanitária — e
513 feridos. O número de mortes por
desnutrição subiu para
227, com
103 crianças entre as vítimas. Cinco novos óbitos por fome foram confirmados, dois deles envolvendo crianças. O balanço total do conflito, segundo fontes médicas em Gaza, é de
61.499 mortos e
153.575 feridos desde outubro de 2023.
Com informações: Farnesina / Ansa / Al Jazeera / Wafa News Agency / Opera Mundi