
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou nesta quinta-feira (28/08), durante a abertura do I Fórum de Direito Público e Boas Práticas Administrativas, que “não há democracia sem controle”, mas destacou a necessidade de repensar os instrumentos usados para exercê-lo. O evento foi promovido pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) em parceria com a Advocacia-Geral da União (AGU), com apoio da plataforma JusBrasil.
“O controle protege o cidadão, moraliza a administração e preserva a legitimidade das instituições. Mas precisamos repensar os meios de sua realização. A judicialização excessiva tem sido o caminho escolhido para conflitos que poderiam ser resolvidos de forma mais séria, consensual e racional”, afirmou Mendes.O ministro defendeu a desjudicialização como caminho para desafogar o Judiciário e fortalecer mecanismos alternativos de solução de conflitos, como mediação, conciliação e arbitragem. Diálogo e governança como pilares da administração pública O presidente do TCDF, conselheiro Manoel de Andrade, reforçou a importância do diálogo:
“É preciso tentar conversar com a sociedade e diminuir o peso do Estado nas suas ações, em busca da cidadania.”Já o advogado-geral da União, Jorge Messias, destacou que o diálogo é “a base da civilização” e chamou para um movimento “educativo e cooperativo” em favor da desjudicialização:
“Precisamos escancarar as novas portas de solução de conflitos para a sociedade, torná-las mais simples e próximas ao cidadão. Não podemos achar que só grandes agentes econômicos podem fazer arbitragem. É preciso popularizar esses meios.”Temas centrais: controle, precedentes e segurança jurídica O fórum reuniu especialistas, magistrados e membros do Ministério Público para debater:
“É um marco na agenda acadêmica e institucional, um debate essencial sobre o fortalecimento da governança pública e da segurança jurídica no Brasil. Vivemos um tempo em que a sociedade cobra soluções justas, eficientes e juridicamente seguras.”
Com informações: TCDF