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Dormir Mal acelera envelhecimento do cérebro em até um ano, revela estudo

Dormir Mal acelera envelhecimento do cérebro em até um ano, revela estudo

Redação
Por: Redação
09/10/2025 às 22h00 Atualizada em 10/10/2025 às 01h00
Dormir Mal acelera envelhecimento do cérebro em até um ano, revela estudo
Foto: Reprodução
Pesquisa do Instituto Karolinska, na Suécia, analisou o cérebro de 27.500 pessoas e concluiu que a má qualidade do sono acelera o envelhecimento biológico em até um ano, acentuando o risco de declínio cognitivo e demência

Um novo estudo, realizado por pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, e publicado na revista científica eBioMedicine, revela que a má qualidade do sono pode acelerar o envelhecimento biológico do cérebro. O trabalho reforça a visão de que o sono é um processo ativo essencial para proteger a saúde neurológica. Os pesquisadores analisaram exames de ressonância magnética do cérebro de 27.500 participantes do UK Biobank para estimar sua idade biológica. Em seguida, avaliaram a qualidade do sono dos indivíduos com base em cinco fatores autorrelatados: cronótipo, duração do sono, insônia, ronco e disfunção diurna.

Falta de Sono Adiciona um Ano à Idade Cerebral

As conclusões forneceram evidências diretas da ligação entre a falta de sono e o envelhecimento acelerado do cérebro. O estudo indicou que pessoas com o pior padrão de sono apresentavam um cérebro que correspondia, em média, a um ano a mais do que sua idade real. Segundo Abigail Dove, líder da pesquisa, a diferença entre a idade cerebral e a idade cronológica aumentou em cerca de seis meses para cada redução de um ponto na pontuação de sono saudável.

Risco Acentuado de Declínio Cognitivo

O estudo não apenas ligou a má qualidade do sono ao envelhecimento acelerado, mas também indicou que dormir mal acentua o declínio cognitivo. Isso, por sua vez, aumenta as chances de desenvolver doenças neurodegenerativas, como a demência. Os pesquisadores admitem que o trabalho tem limitações, como o fato de a avaliação do sono ter sido baseada em relatos dos próprios participantes, o que pode gerar inconsistências. No entanto, o resultado serve como um alerta para as consequências de noites mal dormidas na saúde do cérebro a longo prazo.
Com informações: eBioMedicine / Instituto Karolinska / Olhar Digital
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