O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a urgência de colocar a agenda climática no centro da governança econômica global e apresentou os resultados de um grupo internacional que busca um novo modelo de financiamento climático
O Ministro da Fazenda,
Fernando Haddad, defendeu a necessidade de o sistema financeiro global se integrar às pautas climáticas, atuando como um "motor da transformação ecológica". A declaração foi feita durante um evento Pré-COP30 (30ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas), realizado nesta segunda-feira (13) em Brasília. Haddad ressaltou que as políticas
ambiental e econômica não podem mais ser tratadas como agendas separadas.
“Há um caminho comum sendo construído, com ambição e realismo, para que as finanças sirvam à transformação ecológica que o mundo exige. Nosso objetivo é colocar a agenda climática no centro da governança econômica global”, afirmou o ministro.
O Círculo de Ministros de Finanças
Durante o evento, Haddad apresentou os resultados do
Círculo de Ministros de Finanças, um grupo internacional coordenado pelo Brasil. O objetivo central desse grupo é propor um novo modelo de financiamento climático e discutir como o sistema econômico pode facilitar, e não obstruir, a transformação ecológica. A integração da pauta climática à economia já havia sido iniciada pelo Brasil durante sua presidência do G20, em 2024, com a criação da Força-Tarefa de Clima. Além disso, o governo brasileiro já integra instrumentos como o
mercado de carbono regulado e a
emissão de títulos sustentáveis à sua política econômica. O Ministro informou que o Círculo de Ministros de Finanças realizou mais de 25 consultas formais com ministérios, bancos de desenvolvimento e especialistas desde abril, resultando em um relatório com mais de 1,2 mil contribuições para o novo modelo de financiamento.
Com informações: Revista Fórum