Com o Brasil entre os maiores usuários globais do ChatGPT, cresce a preocupação com o uso de chatbots para fins médicos. A coordenadora de Medicina Ana Cristina Albricker alerta que diagnósticos e receitas gerados por IA podem levar a erros terapêuticos e reforça que o contato presencial e o exame físico são insubstituíveis
O Brasil está entre os três países que mais utilizam o ChatGPT semanalmente, atrás apenas de Estados Unidos e Índia. Diante do rápido crescimento do uso da Inteligência Artificial (IA) no país, aumenta a preocupação com o uso indevido da tecnologia para fins de saúde, especialmente quando pacientes recorrem a chatbots em busca de diagnósticos ou orientações de tratamento. Ana Cristina Albricker, coordenadora e professora do curso de Medicina do Centro Universitário UniBH, enfatiza que a IA não substitui a consulta médica. Segundo a especialista, o risco surge quando a tecnologia assume o lugar do atendimento profissional, negligenciando a formação médica preparada para lidar com o ser humano em sua integralidade. Riscos e Alertas
A médica destaca que o contato presencial e o exame físico são o ponto mais importante de qualquer diagnóstico seguro, elementos que nenhuma IA pode reproduzir. Entre os riscos mais comuns de usar a IA como ferramenta diagnóstica, Ana Cristina alerta para o erro terapêutico e o agravamento de quadros clínicos: "O paciente jamais deve confiar em diagnósticos ou receitas prescritas por qualquer IA. Medicamentos e prescrições são individualizados e só o médico responsável é capaz de definir o tratamento adequado". Ela reforça que chatbots podem sofrer com falhas e ‘alucinações’ – a criação de informações falsas com aparência de verdade. Seguir essas orientações sem validação médica representa um grande risco à saúde. Apesar dos perigos, a professora reconhece o papel complementar da tecnologia, como no auxílio a profissionais imaginologistas na interpretação de diagnósticos complexos e na melhoria da qualidade de imagens, atuando sempre como ferramenta de apoio, e não substituta.
Com informações: Centro Universitário UniBH / OpenAI