Alterações na tireoide afetam o metabolismo e são comuns, com nódulos presentes em até 60% da população. O acompanhamento médico é crucial para detectar distúrbios como hipotireoidismo e hipertireoidismo, que podem não apresentar sintomas claros no início
A saúde da
tireoide, glândula em formato de borboleta localizada na parte anterior do pescoço, é vital para o equilíbrio do organismo. Ela regula funções essenciais através da produção dos hormônios
T3 e
T4. Alterações em seu funcionamento levam a dois distúrbios principais:
- Hipertireoidismo: Excesso de hormônios, que "acelera o metabolismo". Sintomas incluem agitação, taquicardia, insônia e perda de peso.
- Hipotireoidismo: Queda na produção hormonal, que "desacelera o metabolismo". Sintomas incluem sonolência, prisão de ventre, queda de cabelo, pele ressecada e ganho de peso.
Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (
SBEM), os
nódulos de tireoide são bastante comuns, afetando entre 50% e 60% da população, mas a grande maioria (85% a 90%) é benigna e não interfere na produção hormonal. A endocrinologista pediatra Natália Cinquini, do Sabin Diagnóstico e Saúde, explica que as alterações são detectadas principalmente pelos exames laboratoriais de
TSH e
T4 livre. Se houver disfunção, a dosagem de anticorpos ajuda a definir o tipo de distúrbio. O tratamento varia conforme a alteração:
- Para o hipotireoidismo, é feita a reposição hormonal com levotiroxina.
- Para o hipertireoidismo, o tratamento envolve medicamentos antitireoidianos (como metimazol), iodo radioativo ou, em alguns casos, cirurgia.
Gestantes e pessoas com doenças autoimunes (como diabetes tipo 1) ou síndromes genéticas (Down, Turner) apresentam maior risco e precisam de rastreamento precoce. A médica reforça que, como as disfunções iniciais podem ser assintomáticas, o
acompanhamento médico regular é fundamental. Embora fatores genéticos e autoimunes não possam ser prevenidos, hábitos saudáveis como dieta com iodo adequado (sal iodado, peixes), evitar tabagismo e exposição à radiação ajudam a reduzir os riscos. Pessoas sem alterações conhecidas devem realizar avaliações anuais.
Com informações: Sabin Diagnóstico e Saúde / SBEM