O país voltou à lista da OMS de nações com mais crianças não vacinadas, ameaçando a eliminação de doenças como o sarampo e a pólio. Em 2025, já foram registrados mais de 7 mil casos de sarampo nas Américas e 4.406 casos de meningite no Brasil
A baixa cobertura vacinal no Brasil acende um alerta de saúde pública. Segundo a
Organização Mundial da Saúde (OMS), o país voltou a figurar entre as 20 nações com mais crianças não vacinadas. Consequentemente, doenças que estavam em processo de erradicação ou já eliminadas, como
sarampo,
poliomielite e
meningite, ameaçam um retorno ou um aumento de casos. A
Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) registrou mais de
7 mil casos de sarampo nas Américas em 2025. O Brasil, que havia recuperado o certificado de eliminação da doença em novembro do ano passado, corre o risco de perdê-lo novamente. O país também confirmou
4.406 casos de meningite em 2025, comprometendo a meta de redução da doença até 2030. Já a vacinação contra a
poliomielite preocupa, pois o país não atinge a meta de 95% de imunizados desde 2016, embora não registre casos há três décadas. A enfermeira Jéssica Paulino, responsável pelo serviço de vacinas do Sabin Diagnóstico e Saúde em Manaus, atribui a queda na busca por imunizantes a diversos fatores, incluindo o medo da contaminação pela Covid-19 na época da pandemia e a influência da
desinformação sobre a segurança das vacinas. Outro ponto é a rotina comprometida dos responsáveis, que acabam adiando a imunização.
“É a vacinação que mantém o controle. Quando esse índice cai, o risco de surtos aumenta e a população fica mais suscetível a transmitir a doença e também a adoecer”, ressalta a especialista.
O Calendário Vacinal
As vacinas essenciais para crianças incluem:
- Poliomielite: Esquema de doses aos 2, 4 e 6 meses, com reforços aos 15 meses e 4 anos.
- Sarampo, Caxumba e Rubéola: Proteção com a tríplice viral a partir dos 12 meses, e reforço aos 15 meses com a tetraviral (que inclui varicela).
- Meningite: Primeira dose aos 3 meses, segunda dose aos 5 meses e reforço entre 12 e 15 meses.
A rede privada oferece alternativas, como vacinas
acelulares (que produzem menos reações adversas) e vacinas
combinadas (que protegem contra várias doenças em uma só aplicação), sendo uma opção útil para crianças com o calendário em atraso.
Com informações: Sabin Diagnóstico e Saúde / OMS / Opas