O hipotireoidismo é a produção insuficiente de hormônios T3 e T4, que desacelera o metabolismo. Já o hipertireoidismo é o excesso hormonal, que acelera todas as funções do corpo. O diagnóstico é feito por exame de sangue que mede os níveis hormonais (TSH, T4 e T3)
As disfunções da
tireoide, uma glândula em formato de borboleta localizada no pescoço, estão entre os distúrbios hormonais mais comuns. Elas representam extremos opostos no funcionamento da glândula, que é vital para regular o
metabolismo corporal por meio da produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). A principal diferença entre
hipotireoidismo e
hipertireoidismo reside na quantidade de hormônios que circulam no organismo e nos sintomas opostos que cada condição desencadeia.
? Hipotireoidismo: Metabolismo Lento
Ocorre quando a tireoide se torna “lenta”, produzindo hormônios
insuficientemente (T3 e T4 baixos, TSH alto). Isso desacelera o metabolismo, fazendo o organismo funcionar em “modo econômico”.
? Hipertireoidismo: Metabolismo Acelerado
Ocorre o inverso: a tireoide fica “acelerada”, liberando hormônios
em excesso (T4 e T3 altos, TSH baixo). O corpo opera em ritmo de sobrecarga, aumentando a frequência cardíaca e o gasto energético.
? Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico é simples e feito por
exame de sangue que mede os níveis de TSH, T4 e T3. Em alguns casos, exames de imagem (ultrassonografia ou cintilografia) podem ser solicitados. Para o
hipotireoidismo, o tratamento é a reposição hormonal. Para o
hipertireoidismo, o objetivo é reduzir a produção hormonal, seja com medicamentos, iodo radioativo ou intervenção cirúrgica. O reconhecimento dos sintomas e a busca por um endocrinologista são essenciais para restaurar o equilíbrio hormonal e preservar a qualidade de vida.
Com informações: Olhar Digital, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), American Thyroid Association (ATA)