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Jeanine Áñez é libertada após Suprema Corte da Bolívia anular condenação de 10 anos

Jeanine Áñez é libertada após Suprema Corte da Bolívia anular condenação de 10 anos

Redação
Por: Redação
09/11/2025 às 06h00 Atualizada em 09/11/2025 às 09h00
Jeanine Áñez é libertada após Suprema Corte da Bolívia anular condenação de 10 anos
Foto: Reprodução
A ex-presidente interina deixou a prisão de Miraflores, em La Paz, nesta quinta-feira (06/11), após a Suprema Corte concluir que houve violação das garantias constitucionais no caso “Golpe de Estado II”. A decisão determina que Áñez seja submetida a um “julgamento de responsabilidades”, que exige autorização do Congresso

A ex-presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, deixou a prisão de Miraflores, em La Paz, nesta quinta-feira (06/11), após a Suprema Corte de Justiça do país anular a sentença de dez anos de reclusão que havia sido imposta a ela. Áñez estava detida desde 2021. A decisão judicial foi tomada por maioria de votos, concluindo que o processo no caso conhecido como “Golpe de Estado II” violou as garantias constitucionais e o devido processo legal, determinando sua libertação imediata.

⚖️ Julgamento de Responsabilidades

Segundo o presidente da Suprema Corte, Romer Saucedo, a anulação da sentença não significa o fim do processo contra a ex-mandatária. Áñez ainda deverá ser submetida a um “julgamento de responsabilidades”, um procedimento legal reservado a ex-presidentes e que exige prévia autorização do Congresso boliviano. Áñez havia sido condenada em 2022 a dez anos de prisão por “resoluções contrárias à Constituição” e “violação de deveres”, crimes cometidos após se autoproclamar presidente em 2019, depois da derrubada de Evo Morales (Movimento ao Socialismo – MAS).

? Controvérsias da Gestão

A administração de Áñez foi marcada por fortes questionamentos, especialmente pelo decreto que isentou forças militares e policiais de responsabilidades em operações. Essa medida foi apontada como o marco que permitiu os massacres de Senkata e Sacaba, onde 36 pessoas morreram em manifestações pró-Evo Morales. Além disso, foram registradas prisões arbitrárias de 1.534 pessoas durante sua gestão, eventos que seguem sob investigação. Ao sair da prisão após 1.710 dias, Jeanine Áñez expressou gratidão pelo apoio e afirmou ter saído fortalecida.
Com informações:  Ansa / Opera Mundi
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