A família do último imperador da Áustria, Carlos I, revelou que o diamante, considerado perdido, estava guardado secretamente no cofre de um banco no Canadá desde a Segunda Guerra Mundial. A joia foi escondida pela Imperatriz Zita, preocupada com o confisco do novo governo austríaco
O paradeiro do
Diamante Florentino, uma joia histórica de
137 quilates que era considerada desaparecida, foi revelado pela família do imperador
Carlos I da Áustria. Em uma reportagem do
New York Times, a família desvendou que a joia nunca esteve perdida, mas sim
escondida no cofre de um banco no Canadá por mais de 80 anos. O segredo foi mantido pela família do soberano que encontrou refúgio na América do Norte em meio à Segunda Guerra Mundial.
? A Fuga e o Segredo de Zita
Carlos I, coroado em 1916, renunciou ao poder em 1918 após a derrota da Áustria na Primeira Guerra Mundial. A família imperial foi forçada ao exílio, e a nova república austríaca decretou a “Lei de Habsburg”, que confiscava os bens oficiais da família. A
Imperatriz Zita, esposa de Carlos I, organizou a retirada das joias pessoais do Palácio de Schönbrunn, em Viena, enviando-as para a Suíça. Em 1940, com o avanço nazista na Europa, Zita mudou-se para o Canadá com seus oito filhos e
guardou o Diamante Florentino, juntamente com outras joias, em um cofre do Banco de Quebec. Segundo os netos, a Imperatriz Zita contou o segredo apenas a seus filhos Robert e Rodolphe, solicitando que a localização do diamante fosse mantida em segredo por
100 anos após a morte de seu marido em 1922. A confidência foi mantida por décadas, com a família recusando-se a comentar o assunto para garantir a segurança da peça.
?? Governo da Áustria Reivindica a Joia
Após a revelação, o vice-chanceler e ministro da cultura da Áustria,
Andreas Babler, anunciou que será feita uma
“revisão imediata” para determinar se o Diamante Florentino pertence ao governo austríaco.
“Se ficar comprovado que o Diamante Florentino é propriedade da República da Áustria, teremos que iniciar o processo de devolução. Meu gabinete já está em contato com a Embaixada da Áustria no Canadá”, frisou Babler.
A família Von Habsburg-Lothringen alega que não planeja vender a joia, mas deseja exibi-la em um museu canadense.
Com informações: New York Times / Opera Mundi