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Estudo Reforça Segurança do Paracetamol na Gravidez contra Risco de Autismo e TDAH

Estudo Reforça Segurança do Paracetamol na Gravidez contra Risco de Autismo e TDAH

Redação
Por: Redação
11/11/2025 às 20h00 Atualizada em 11/11/2025 às 23h00
Estudo Reforça Segurança do Paracetamol na Gravidez contra Risco de Autismo e TDAH
Foto: Reprodução
Um novo estudo publicado no British Medical Journal (BMJ) reforça o consenso científico de que o uso de paracetamol (acetaminofeno) durante a gravidez não está associado a um aumento no risco de autismo ou Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em crianças. A análise, divulgada nesta segunda-feira (10), é uma "revisão guarda-chuva" que avaliou dezenas de pesquisas anteriores e concluiu que não há evidências suficientes para estabelecer qualquer relação de causa e efeito entre o medicamento e esses transtornos neurológicos.

? Paracetamol é o Analgésico Mais Seguro para Gestantes

A revisão enfatiza que o paracetamol continua sendo o analgésico mais seguro para gestantes, especialmente em comparação com alternativas como aspirina ou ibuprofeno, que já possuem riscos comprovados para o feto. O trabalho do BMJ reforça a posição da Organização Mundial da Saúde (OMS), que anteriormente já havia reafirmado a segurança do medicamento. Ele refuta publicamente declarações sem base científica que tentavam ligar o paracetamol a riscos neurológicos em bebês.

? Limitações Metodológicas em Estudos Anteriores

Os autores do estudo apontaram que muitas das pesquisas anteriores que sugeriam uma possível ligação entre o paracetamol e o autismo apresentavam limitações metodológicas que comprometiam suas conclusões, como:
  • Falta de controle sobre outros fatores de risco, como predisposição genética.
  • Desconsideração de doenças maternas que motivaram o uso do medicamento.
  • Amostras pequenas e resultados inconsistentes.
Essas falhas metodológicas impedem que se identifique um mecanismo direto de causalidade. Assim, o consenso científico é que o uso responsável e dentro das doses recomendadas segue sendo uma opção segura para o tratamento de febre e dores leves durante a gestação, desde que sob orientação médica.
Com informações: British Medical Journal (BMJ) / Olhar Digital
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