Celebrado em 17 de novembro, o Dia Nacional de Combate à Tuberculose (TB) reforça o alerta para a doença que registrou cerca de 80 mil novos casos no Brasil em 2023. O infectologista Dr. Filipe Piastrelli, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, destaca que o estigma social atrasa o diagnóstico precoce, crucial para interromper a cadeia de transmissão e salvar vidas. A doença, causada pelo Mycobacterium tuberculosis e tratável gratuitamente pelo SUS, exige esforços clínicos, sociais e intersetoriais para sua eliminação
O Dia Nacional de Combate à Tuberculose, em 17 de novembro, chama a atenção para o desafio persistente da doença no Brasil, um problema de saúde pública que é agravado pelo estigma social. Apesar de ser conhecida, tratável e curável, a tuberculose (TB) ainda carrega preconceitos que levam as pessoas a atrasarem a busca por atendimento, favorecendo a transmissão. A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch), transmitida pelo ar. Embora afete principalmente os pulmões, pode atingir outros órgãos. ?? Casos no Brasil e Atraso no Diagnóstico
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou cerca de 80 mil novos casos de tuberculose em 2023, com uma incidência próxima a 40 casos por 100 mil habitantes, número que o afasta da meta global de eliminação da doença. Mundialmente, a OMS estima que 10,8 milhões de pessoas adoeceram em 2023. Para o Dr. Filipe Piastrelli, infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a informação é vital:
“Tosse persistente, por mais de três semanas, emagrecimento inexplicado e suor noturno precisam acender o alerta: é hora de procurar uma unidade de saúde.” Ele enfatiza que o diagnóstico e tratamento precoces (oferecido gratuitamente pelo SUS) são decisivos para interromper a cadeia de transmissão e salvar vidas.
? Combate Clínico, Social e Intersetorial
O Dr. Piastrelli ressalta que o combate à tuberculose é um reflexo das desigualdades e exige uma abordagem ampla:
"Sempre que houver desigualdade, moradia precária e barreiras de acesso, a doença encontrará caminho." É fundamental investir em estratégias que:
- Ampliem o diagnóstico em populações mais vulneráveis (pessoas em situação de rua, privadas de liberdade, com HIV, povos indígenas e migrantes).
- Garantam suporte para a adesão integral ao tratamento.
- Reduzam o estigma e o preconceito, que são barreiras que atrasam a procura por ajuda e o tratamento.
Com informações: Hospital Alemão Oswaldo Cruz / Ministério da Saúde / OMS