
O Partido Comunista Português (PCP) acionou o Parlamento português para questionar o Governo sobre um contrato firmado entre a Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) e o Estado de Israel para a produção de dois milhões de moedas em 2025.
O questionário foi entregue nesta sexta-feira (14/11) ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, pela deputada comunista Paula Santo.
O cerne da contestação do PCP está no contexto do acordo. O documento argumenta que, diante do que os deputados classificam como “genocídio” e “crimes e atrocidades diárias” levadas a cabo por Israel na Faixa de Gaza, as relações comerciais entre os governos português e israelense “não devem consubstanciar uma forma de cumplicidade” com a contínua agressão, que consideram um “frontal desrespeito” ao direito internacional.
Os parlamentares destacam o elevado número de mortos e feridos, com foco nas crianças assassinadas pelo exército israelense.
Além da produção das moedas, o documento, ao qual o Opera Mundi teve acesso, sustenta que está prevista uma visita oficial de uma delegação do governo israelense às instalações da INCM para assinalar o início da fabricação das peças.
O PCP também realça a contradição entre este contrato comercial e o reconhecimento do Estado da Palestina por parte de Portugal, ocorrido em setembro. Os comunistas defendem que é “imperioso” que o Governo português adote uma “posição ativa” em prol do estabelecimento do Estado da Palestina com base nas fronteiras de 1967 e com capital em Jerusalém Leste.
O questionário exige explicações formais ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel (PSD).
Com informações: Opera Mundi