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PCP questiona Governo de Portugal sobre contrato para Casa da Moeda produzir moedas para Israel

PCP questiona Governo de Portugal sobre contrato para Casa da Moeda produzir moedas para Israel

Redação
Por: Redação
17/11/2025 às 17h00 Atualizada em 17/11/2025 às 20h00
PCP questiona Governo de Portugal sobre contrato para Casa da Moeda produzir moedas para Israel
Foto: Reprodução
O Partido Comunista Português (PCP) questionou o Presidente da Assembleia da República sobre um contrato em vigor que prevê a produção de dois milhões de moedas pela Casa da Moeda (INCM) para o Estado de Israel em 2025. A deputada Paula Santo entregou o comunicado que alerta para a “cumplicidade” comercial de Portugal com as ações de Israel em Gaza, classificadas como “genocídio” pelos deputados comunistas, exigindo explicações ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel

O Partido Comunista Português (PCP) acionou o Parlamento português para questionar o Governo sobre um contrato firmado entre a Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) e o Estado de Israel para a produção de dois milhões de moedas em 2025.

O questionário foi entregue nesta sexta-feira (14/11) ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, pela deputada comunista Paula Santo.

? Sinais de "Cumplicidade" em Contexto de Conflito

O cerne da contestação do PCP está no contexto do acordo. O documento argumenta que, diante do que os deputados classificam como “genocídio” e “crimes e atrocidades diárias” levadas a cabo por Israel na Faixa de Gaza, as relações comerciais entre os governos português e israelense “não devem consubstanciar uma forma de cumplicidade” com a contínua agressão, que consideram um “frontal desrespeito” ao direito internacional.

Os parlamentares destacam o elevado número de mortos e feridos, com foco nas crianças assassinadas pelo exército israelense.

Além da produção das moedas, o documento, ao qual o Opera Mundi teve acesso, sustenta que está prevista uma visita oficial de uma delegação do governo israelense às instalações da INCM para assinalar o início da fabricação das peças.

?? Contradição com o Reconhecimento da Palestina

O PCP também realça a contradição entre este contrato comercial e o reconhecimento do Estado da Palestina por parte de Portugal, ocorrido em setembro. Os comunistas defendem que é “imperioso” que o Governo português adote uma “posição ativa” em prol do estabelecimento do Estado da Palestina com base nas fronteiras de 1967 e com capital em Jerusalém Leste.

O questionário exige explicações formais ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel (PSD).


Com informações: Opera Mundi

 
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