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Cientistas brasileiros descobrem a menor espécie de peixe cascudo-graveto no Mato Grosso

Cientistas brasileiros descobrem a menor espécie de peixe cascudo-graveto no Mato Grosso

Redação
Por: Redação
25/11/2025 às 18h00 Atualizada em 25/11/2025 às 21h00
Cientistas brasileiros descobrem a menor espécie de peixe cascudo-graveto no Mato Grosso
Foto: Reprodução
Uma investigação em coleções científicas revelou o Farlowella kirane, a menor espécie de peixe cascudo-graveto já registrada, que não ultrapassa os dez centímetros de comprimento, vive em riachos da bacia do Alto Rio Paraguai e utiliza sua aparência de galho como camuflagem perfeita

Cientistas brasileiros identificaram a menor espécie de peixe cascudo-graveto conhecida, um animal que não excede os dez centímetros de comprimento e habita exclusivamente riachos da bacia do alto Rio Paraguai, no centro-sul do Mato Grosso, em uma área próxima à Chapada dos Parecis.

Descoberta e Homenagem

A descoberta do cascudo foi resultado de uma investigação minuciosa que analisou cerca de 5 mil exemplares depositados em coleções científicas no Brasil e no exterior. O estudo confirmou que os quase 200 exemplares encontrados pertenciam a uma nova e diminuta espécie.

  • Nome Científico: O pequeno animal foi batizado como Farlowella kirane.

  • Homenagem Indígena: O nome "kirane" é uma homenagem ao povo indígena Paresí, que habita ancestralmente o território. Na língua Paresí, "kirane" significa pequeno.

A descrição da nova espécie foi publicada na revista científica Neotropical Ichthyology, a publicação oficial da Sociedade Brasileira de Ictiologia (SBI).

Camuflagem e Enigma Evolutivo

O Farlowella kirane pertence ao grupo de peixes conhecidos como cascudo-graveto, caracterizado por seu corpo fino e alongado, com coloração marrom. Essa aparência, de fato similar a um graveto, oferece uma camuflagem perfeita para que o peixe se proteja de predadores nas águas rasas, onde flutuam galhos e folhas.

O que mais intrigou os cientistas foi o seu tamanho diminuto, que levanta questões sobre o caminho evolutivo que levou a espécie a "encolher" tanto. Parentes próximos do Farlowella kirane, como o peixe-galho (Farlowella amazona), que vive na mesma bacia, chegam a medir até 22,5 centímetros.


Com informações: Neotropical Ichthyology, ECO

 
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