
No mês de conscientização sobre a doença, os números da diabetes no Brasil acendem um alerta. O país soma 16,8 milhões de adultos com a condição, segundo a International Diabetes Federation (IDF). A prevalência é maior em mulheres (8,4%) e em idades mais avançadas, chegando a mais de 22% na faixa etária de 56 a 64 anos.
Enquanto o diagnóstico precoce é a maior arma contra as complicações da doença, conforme destaca Giovanna Perovano, da Clínica Bels e membro da SBEM, avanços tecnológicos estão transformando o tratamento:
Sensor de Glicose com IA: Um dos lançamentos mais recentes é o sensor de glicose Accu-Chek® SmartGuide, da Roche Diagnóstica. Equipado com inteligência artificial, o dispositivo monitora a glicemia em tempo real, aprende com os padrões do paciente e é capaz de prever episódios de hipoglicemia antes que ocorram, sem a necessidade de picadas frequentes no dedo.
Pâncreas Artificial: Outra inovação é a menor bomba de insulina do mundo, que utiliza algoritmos inteligentes para ajustar automaticamente a infusão de insulina. Essa tecnologia diminui as intervenções manuais, aproximando o tratamento do conceito de um “pâncreas artificial” e oferecendo mais segurança e autonomia.
A especialista da Clínica Bels ressalta que essas soluções levam o cuidado com a diabetes a uma nova era, tornando-o mais preditivo, automatizado e centrado no paciente.
Apesar dos avanços tecnológicos, os especialistas reforçam que o controle sustentável da diabetes exige o equilíbrio entre o tratamento médico, a alimentação equilibrada (rica em fibras e com baixo teor de açúcares simples) e a atividade física regular.
Com informações: International Diabetes Federation (IDF) e Roche Diagnóstica