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Aumento de aplicativos espiões em celulares preocupa especialistas e acende alerta para segurança infantil

Aumento de aplicativos espiões em celulares preocupa especialistas e acende alerta para segurança infantil

Redação
Por: Redação
26/11/2025 às 12h00 Atualizada em 26/11/2025 às 15h00
Aumento de aplicativos espiões em celulares preocupa especialistas e acende alerta para segurança infantil
Foto: Reprodução
Levantamento da ESET e Digipais mostra a disseminação de spyware e stalkerware em dispositivos de crianças e adolescentes, comprometendo a privacidade e a segurança. Especialistas alertam para a importância do antivírus, da educação digital e do diálogo entre pais e filhos para identificar e remover essas ameaças, que podem ser instaladas por malware ou por pessoas com acesso físico ao aparelho

O uso crescente de softwares espiões — spyware e stalkerware — em celulares de crianças e adolescentes gera grande preocupação entre especialistas em segurança digital. Segundo a ESET e a iniciativa Digipais, esses programas podem ser instalados sem que o usuário perceba e permitem que terceiros monitorem atividades, acessem câmeras, microfones, dados pessoais e até manipulem senhas.

Tipos de software e formas de infecção

Embora o spyware seja focado no roubo de informações confidenciais (como credenciais bancárias), o stalkerware é usado para vigiar pessoas conhecidas, geralmente em contextos de assédio ou controle excessivo.

  • Spyware: A infecção ocorre comumente ao clicar em links falsos ou baixar aplicativos fraudulentos, como o caso do spyware Ratel, que em 2024 se disfarçou do jogo Hamster Kombat.

  • Stalkerware: Costuma ser instalado manualmente por alguém que tem acesso físico ao dispositivo, operando em segredo e disfarçado, o que o torna mais difícil de identificar.

  • Controle Parental vs. Stalkerware: A principal diferença é a transparência. Enquanto as ferramentas legítimas de controle parental são usadas com diálogo e consentimento para proteger, o stalkerware atua de forma oculta e antiética.

Sinais de alerta e remoção

Os especialistas apontam que o comportamento anormal do dispositivo é o principal sinal de alerta.

  • Sinais de Alerta: Superaquecimento, consumo elevado de bateria e dados, travamentos recorrentes e a presença de aplicativos desconhecidos com nomes genéricos (ex.: "Serviço do sistema"). Mudanças automáticas nas configurações de privacidade ou a luz da câmera que pisca sem uso também são indicativos.

  • Remoção: Em caso de suspeita, a orientação é agir rapidamente:

    1. Instalar e atualizar um antivírus confiável para varredura.

    2. Desconectar o aparelho da internet (Wi-Fi e rede móvel).

    3. Remover o programa suspeito e reiniciar no modo de segurança.

    4. Alterar todas as senhas (e-mails, redes sociais e bancos), pois os dados podem ter sido interceptados.

Para Luis Lubeck, mentor educativo da ONG Argentina Cibersegura, a prevenção começa com a educação digital, ensinando hábitos simples de segurança e promovendo confiança e diálogo constante entre pais e filhos.


Com informações: ESET e Digipais

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