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Estudo identifica “epicentros” de dano cerebral na esquizofrenia e propõe terapias personalizadas

Estudo identifica “epicentros” de dano cerebral na esquizofrenia e propõe terapias personalizadas

Redação
Por: Redação
28/11/2025 às 06h00 Atualizada em 28/11/2025 às 09h00
Estudo identifica “epicentros” de dano cerebral na esquizofrenia e propõe terapias personalizadas
Foto: Reprodução

Pesquisadores da Universidade de Sevilha (Espanha) identificaram as regiões do cérebro que atuam como pontos de partida para o dano estrutural em pessoas com transtornos do espectro da esquizofrenia (TEE). O estudo revelou que as primeiras alterações morfológicas se concentram nos lobos temporais, cingulado e insular, e se espalham por redes de conectividade de ordem superior. Essa descoberta, publicada na revista Nature Communications, sugere novos biomarcadores estruturais e caminhos para o desenvolvimento de terapias personalizadas.


Pesquisas recentes sobre transtornos do espectro da esquizofrenia (TEE) sugerem que muitos transtornos psiquiátricos se iniciam como alterações localizadas no cérebro, expandindo-se subsequentemente por meio de redes de conectividade.

Reorganização estrutural e a metodologia MIND ?

Cientistas da Universidade de Sevilha identificaram os locais que mais sofrem alterações morfológicas nos estágios iniciais do TEE, atuando como "epicentros" de dano estrutural. Esses locais são os que apresentam as maiores alterações quando comparados a indivíduos neurotípicos.

Nos TEE, essa reorganização envolve:

  • Redução do volume e da espessura do córtex.

  • Mudanças na área de superfície, refletindo uma maturação cerebral atípica.

Para quantificar essa reorganização, os pesquisadores utilizaram redes baseadas na Divergência Inversa Morfométrica (MIND), que mede a similaridade morfológica entre diferentes regiões por meio de imagens de ressonância magnética. Valores menores de MIND indicam maior desconexão estrutural.

Principais achados e implicações

A equipe analisou redes MIND de 352 pessoas com TEE e 195 indivíduos neurotípicos. O grupo com TEE apresentou as maiores quedas na similaridade estrutural nas seguintes áreas:

  • Lobos temporais.

  • Cingulado.

  • Insular.

Essas são áreas associativas de ordem superior, que amadurecem mais tarde e são cruciais para funções cognitivas complexas. As reduções na similaridade estrutural foram mais fortes em pacientes com pior quadro clínico.

O estudo também relacionou as regiões afetadas a 46 características neurobiológicas, incluindo maior presença de astrócitos e alterações em neurotransmissores como dopamina e serotonina.

Segundo os autores, a identificação desses "epicentros" e a medição da desconexão estrutural abrem caminho para:

  • Futuros biomarcadores estruturais para prever sintomas.

  • Desenvolvimento de estratégias de tratamento personalizadas para o TEE.


Com informações:  Olhar Digital
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