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Uso incorreto de adrenalina intravenosa em crianças: o perigo da via de administração em emergências

Uso incorreto de adrenalina intravenosa em crianças: o perigo da via de administração em emergências

Redação
Por: Redação
02/12/2025 às 15h00 Atualizada em 02/12/2025 às 18h00
Uso incorreto de adrenalina intravenosa em crianças: o perigo da via de administração em emergências
Foto: Reprodução
A morte do menino Benício Xavier em Manaus, após a prescrição incorreta de adrenalina intravenosa para um quadro respiratório, reacendeu o debate sobre o uso seguro do medicamento. A adrenalina (epinefrina) é vital em emergências críticas, como parada cardíaca ou anafilaxia, mas o uso na veia (intravenoso), especialmente em crianças, exige extremo cuidado e monitorização, pois a rápida absorção pode causar arritmias graves, taquicardia extrema e colapso cardiovascular, efeitos perigosos para o organismo mais sensível dos pacientes pediátricos

O caso da morte do menino Benício Xavier em Manaus, resultado da administração incorreta de adrenalina intravenosa para tratar um quadro respiratório, levantou preocupações sobre a segurança e o protocolo de uso deste medicamento potente.

O Risco da Via Intravenosa ?

A adrenalina é um hormônio natural (epinefrina), usado como medicamento para reverter quadros graves, como reações alérgicas severas (anafilaxia) e parada cardiorrespiratória. Contudo, a via de administração é crítica e muda drasticamente o perfil de risco:

Via de Administração Efeito Uso Comum/Risco
Intravenosa (na veia) Imediato e intenso Indicada para emergências críticas (parada cardiorrespiratória), exigindo monitorização. Uso errado ou alta velocidade na corrente sanguínea pode causar arritmias e colapso.
Intramuscular (no músculo) Absorção mais controlada Via preferida para reações alérgicas graves (anafilaxia).
Nebulização Efeito localizado Usada para abrir vias aéreas em condições respiratórias, com menor impacto no sistema cardiovascular.

Alertas e Protocolos

A Anvisa e o Ministério da Saúde reforçam que a administração na veia exige extremo cuidado e monitoramento. No caso de crianças, a bula técnica orienta doses muito pequenas e vias específicas, visto que o organismo infantil é mais sensível à ação do medicamento.

  • Caso Benício: O menino apresentava tosse e suspeita de laringite, condições que, segundo especialistas, não demandam tipicamente adrenalina intravenosa, mas sim medidas menos invasivas como nebulização.

  • Consequência do Erro: O uso incorreto pode causar palidez súbita, aumento intenso dos batimentos cardíacos, dificuldade para respirar e até lesão tecidual.

A adrenalina é vital na medicina de emergência; usada corretamente, salva vidas em segundos. Usada de forma inadequada, especialmente na veia e em pacientes pediátricos, pode ser fatal.


Com informações: Olhar Digital, G1, Anvisa e Ministério da Saúde

 
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