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MPDFT e Secretaria de Saúde unem forças para fortalecer vacinação e vigilância contra dengue no Distrito Federal

MPDFT e Secretaria de Saúde unem forças para fortalecer vacinação e vigilância contra dengue no Distrito Federal

Redação
Por: Redação
11/12/2025 às 21h37 Atualizada em 12/12/2025 às 00h37
MPDFT e Secretaria de Saúde unem forças para fortalecer vacinação e vigilância contra dengue no Distrito Federal
Foto: Reprodução
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF) iniciaram a temporada de enfrentamento às arboviroses (dengue, chikungunya e zika) com um encontro estratégico focado em transformar os aprendizados de epidemias anteriores em ações permanentes e coordenadas. O promotor Clayton Germano, da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus), e o subsecretário Rodrigo de Assis Republicano Silva, debateram o Plano de Contingência, a necessidade de aumentar a cobertura vacinal e a responsabilização dos donos de imóveis por focos do Aedes aegypti

Eixos Estratégicos de Combate às Arboviroses ?

O encontro, realizado em 1º de dezembro, visa preparar o sistema de saúde para o aumento esperado de casos provocado pelas chuvas e a circulação do mosquito. Três eixos foram centrais na discussão:

  1. Vacinação Contra a Dengue:

    • Apesar de a vacina estar disponível no SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, a cobertura vacinal no DF está aquém do desejado.

    • A diretora de Vigilância Epidemiológica, Juliana Malta, atribuiu a baixa adesão a diversos fatores, incluindo o movimento antivacina.

    • As estratégias para reverter o quadro incluem campanhas de mídia, busca ativa, ampliação de horários de atendimento e a implantação do "carro da vacinação".

  2. Vigilância Contínua e Tecnologia:

    • A SES-DF apresentou um Plano de Contingência que prevê monitoramento epidemiológico contínuo e a definição de níveis de resposta (atenção, alerta e emergência).

    • Novas tecnologias serão usadas para controle, como o uso de drones para mapear áreas com acúmulo de água e a adoção do método Wolbachia, que dificulta a reprodução do mosquito.

  3. Responsabilização de Proprietários:

    • Alex Moraes, da Assessoria de Mobilização Institucional e Social de Prevenção a Endemias, revelou que ainda existem cerca de 4 mil casas com focos em apenas 10 regiões administrativas.

    • Ele defendeu uma mudança de paradigma na responsabilidade comunitária, alertando que a "insensibilidade habitual" será combatida com advertências e multas que podem começar em R$ 2 mil e dobrar em caso de reincidência.

    • Casos de acumuladores de objetos e animais, que configuram grande risco comunitário, serão levados à Justiça para que sejam determinadas soluções.

O promotor Clayton Germano reforçou que a atuação alinhada entre MPDFT, SES-DF e comunidade é fundamental para evitar que o DF volte a enfrentar surtos de grande proporção, como os vistos recentemente.


Com informações: MPDFT

 
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