
O encontro, realizado em 1º de dezembro, visa preparar o sistema de saúde para o aumento esperado de casos provocado pelas chuvas e a circulação do mosquito. Três eixos foram centrais na discussão:
Vacinação Contra a Dengue:
Apesar de a vacina estar disponível no SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, a cobertura vacinal no DF está aquém do desejado.
A diretora de Vigilância Epidemiológica, Juliana Malta, atribuiu a baixa adesão a diversos fatores, incluindo o movimento antivacina.
As estratégias para reverter o quadro incluem campanhas de mídia, busca ativa, ampliação de horários de atendimento e a implantação do "carro da vacinação".
Vigilância Contínua e Tecnologia:
A SES-DF apresentou um Plano de Contingência que prevê monitoramento epidemiológico contínuo e a definição de níveis de resposta (atenção, alerta e emergência).
Novas tecnologias serão usadas para controle, como o uso de drones para mapear áreas com acúmulo de água e a adoção do método Wolbachia, que dificulta a reprodução do mosquito.
Responsabilização de Proprietários:
Alex Moraes, da Assessoria de Mobilização Institucional e Social de Prevenção a Endemias, revelou que ainda existem cerca de 4 mil casas com focos em apenas 10 regiões administrativas.
Ele defendeu uma mudança de paradigma na responsabilidade comunitária, alertando que a "insensibilidade habitual" será combatida com advertências e multas que podem começar em R$ 2 mil e dobrar em caso de reincidência.
Casos de acumuladores de objetos e animais, que configuram grande risco comunitário, serão levados à Justiça para que sejam determinadas soluções.
O promotor Clayton Germano reforçou que a atuação alinhada entre MPDFT, SES-DF e comunidade é fundamental para evitar que o DF volte a enfrentar surtos de grande proporção, como os vistos recentemente.
Com informações: MPDFT