
Apesar da intensificação das sanções dos Estados Unidos contra a Venezuela, que incluem a classificação do país como patrocinador do terrorismo e a imposição de um bloqueio naval, a rotina na capital Caracas permanece ativa. O comércio local continua funcionando e as celebrações de fim de ano mantêm o movimento nas praças, demonstrando uma postura de resiliência por parte da população diante das pressões externas.
Em entrevista, Robert Longa, líder da Comuna El Panal 2021, destacou que a integração continental e a mobilização popular são as principais ferramentas para defender o projeto bolivariano. Para o líder comunitário, as acusações de narcoterrorismo feitas por Washington são apenas um pretexto para o controle das reservas de petróleo venezuelanas, que seriam o verdadeiro interesse estratégico por trás das agressões.
Paralelamente, o presidente Nicolás Maduro convocou os trabalhadores do setor petrolífero para defender o direito ao livre comércio em fóruns internacionais. O governo venezuelano classifica a atuação norte-americana como uma tentativa de pirataria e pilhagem das riquezas nacionais, reforçando que o bloqueio naval é uma medida irracional que visa desestabilizar a soberania do país e o acesso aos seus recursos naturais.
Com informações: Opera Mundi.