
Julian Assange apresentou a ação à Autoridade de Delitos Econômicos e à Unidade de Crimes de Guerra da Suécia. O processo atinge 30 membros da Fundação Nobel, incluindo sua presidenta e diretora executiva. Os pontos centrais da denúncia são:
Desvirtuamento do Prêmio: Assange argumenta que Alfred Nobel determinou que o prêmio fosse para quem atua pela "fraternidade entre as nações", enquanto a escolha de Machado converteria o prêmio em um "instrumento de guerra".
Pedidos Judiciais: A ação solicita o congelamento imediato de 11 milhões de coroas suecas (aprox. US$ 1,18 milhão) destinados à venezuelana, além da devolução da medalha.
Acusações Graves: O documento menciona possíveis crimes de apropriação indevida de fundos e financiamento do crime de agressão, baseando-se no apoio explícito de Machado a intervenções militares estrangeiras.
A denúncia ocorre em um momento de extrema tensão no Caribe. O texto destaca:
Escalada Militar: Apenas dois dias após a cerimônia do Nobel (10 de dezembro), Donald Trump anunciou ataques militares à Venezuela "por terra", enviando o porta-aviões USS Gerald R. Ford e 15 mil soldados para a região.
Posicionamento de Machado: Exilada desde 2024, María Corina Machado declarou apoio à estratégia de Trump em entrevista à CBS, o que Assange utiliza como prova de que a premiada promove a guerra em vez da paz.
Julian Assange, que recuperou sua liberdade em junho de 2024 após anos de perseguição por revelar crimes de guerra dos EUA, afirma que os gestores do Nobel têm a obrigação legal de cumprir rigorosamente o testamento do fundador. Ele cita como precedente a suspensão do prêmio de Literatura em 2018 para justificar que a Fundação tem poder de controle sobre as premiações.
Assange solicita que as investigações sejam aprofundadas e que, se necessário, o caso seja remetido à Corte Penal Internacional. Para o ativista, o prêmio de 2025 representa uma inflexão perigosa que favorece o conflito armado na América Latina.
Com informações: Brasil de Fato