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Julian Assange Processa Fundação Nobel por Premiação de María Corina Machado

Julian Assange Processa Fundação Nobel por Premiação de María Corina Machado

Redação
Por: Redação
20/12/2025 às 11h00 Atualizada em 20/12/2025 às 14h00
Julian Assange Processa Fundação Nobel por Premiação de María Corina Machado
Foto: Reprodução

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, apresentou uma denúncia penal na Suécia contra a Fundação Nobel, contestando a entrega do Prêmio Nobel da Paz de 2025 à política venezuelana María Corina Machado. Assange alega que a escolha viola o testamento de Alfred Nobel e acusa membros da entidade de crimes graves, como apropriação indevida e facilitação de crimes de guerra.


Os Argumentos da Denúncia Penal

Julian Assange apresentou a ação à Autoridade de Delitos Econômicos e à Unidade de Crimes de Guerra da Suécia. O processo atinge 30 membros da Fundação Nobel, incluindo sua presidenta e diretora executiva. Os pontos centrais da denúncia são:

  • Desvirtuamento do Prêmio: Assange argumenta que Alfred Nobel determinou que o prêmio fosse para quem atua pela "fraternidade entre as nações", enquanto a escolha de Machado converteria o prêmio em um "instrumento de guerra".

  • Pedidos Judiciais: A ação solicita o congelamento imediato de 11 milhões de coroas suecas (aprox. US$ 1,18 milhão) destinados à venezuelana, além da devolução da medalha.

  • Acusações Graves: O documento menciona possíveis crimes de apropriação indevida de fundos e financiamento do crime de agressão, baseando-se no apoio explícito de Machado a intervenções militares estrangeiras.

Contexto Geopolítico: Venezuela e EUA

A denúncia ocorre em um momento de extrema tensão no Caribe. O texto destaca:

  • Escalada Militar: Apenas dois dias após a cerimônia do Nobel (10 de dezembro), Donald Trump anunciou ataques militares à Venezuela "por terra", enviando o porta-aviões USS Gerald R. Ford e 15 mil soldados para a região.

  • Posicionamento de Machado: Exilada desde 2024, María Corina Machado declarou apoio à estratégia de Trump em entrevista à CBS, o que Assange utiliza como prova de que a premiada promove a guerra em vez da paz.

O Papel de Assange e a Próxima Etapa

Julian Assange, que recuperou sua liberdade em junho de 2024 após anos de perseguição por revelar crimes de guerra dos EUA, afirma que os gestores do Nobel têm a obrigação legal de cumprir rigorosamente o testamento do fundador. Ele cita como precedente a suspensão do prêmio de Literatura em 2018 para justificar que a Fundação tem poder de controle sobre as premiações.

Assange solicita que as investigações sejam aprofundadas e que, se necessário, o caso seja remetido à Corte Penal Internacional. Para o ativista, o prêmio de 2025 representa uma inflexão perigosa que favorece o conflito armado na América Latina.


Com informações:  Brasil de Fato

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