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Grupo de 14 países condena criação de novos assentamentos israelenses na Cisjordânia

Grupo de 14 países condena criação de novos assentamentos israelenses na Cisjordânia

Redação
Por: Redação
27/12/2025 às 18h00 Atualizada em 27/12/2025 às 21h00
Grupo de 14 países condena criação de novos assentamentos israelenses na Cisjordânia
Foto: Reprodução
Manifestação conjunta liderada por potências europeias e do G7 classifica medida como violação do direito internacional e ameaça à paz na região

Um grupo de 14 nações, incluindo potências como França, Alemanha, Reino Unido, Canadá e Japão, emitiu um comunicado oficial na noite desta quarta-feira (24) condenando a autorização do governo de Israel para a construção de 19 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada. O grupo exige que a administração de Benjamin Netanyahu reverta a decisão imediatamente, alertando que a expansão compromete a viabilidade de um futuro Estado palestino e a segurança regional.

O anúncio israelense, feito no último domingo, justificou a medida como uma ação estratégica para impedir o que o gabinete de segurança chamou de "estabelecimento de um Estado palestino terrorista". No entanto, a comunidade internacional reagiu prontamente, reiterando que tais ações são unilaterais e ferem as resoluções da ONU.

Violação do Direito Internacional e Risco à Paz

A declaração conjunta destaca que a política de assentamentos é um dos maiores entraves para a resolução do conflito. Entre os pontos principais do manifesto, destacam-se:

  • Resolução 2334 da ONU: Os países lembram que a expansão desrespeita as diretrizes do Conselho de Segurança que consideram os assentamentos ilegais.

  • Ameaça ao Plano de Gaza: A medida coloca em risco as negociações em curso para a implementação da segunda fase do cessar-fogo e do plano de paz para a Faixa de Gaza.

  • Solução de Dois Estados: O grupo reafirmou o compromisso com a coexistência de dois Estados democráticos vivendo lado a lado em fronteiras seguras.

Contexto de Ocupação na Cisjordânia

Atualmente, cerca de 500 mil israelenses residem na Cisjordânia em colônias consideradas ilegais pela ONU, convivendo com aproximadamente três milhões de palestinos sob ocupação. A atividade de construção nessas áreas, que ocorre de forma contínua desde 1967, atingiu níveis recordes desde o início da guerra entre Israel e Hamas, em outubro de 2023.

Além das nações já citadas, assinaram o documento representantes da Bélgica, Dinamarca, Espanha, Itália, Irlanda, Islândia, Malta, Holanda e Noruega, sinalizando um isolamento diplomático crescente de Israel em relação à sua política territorial.


Com informações: Opera Mundi.

 
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