
Um grupo de 14 nações, incluindo potências como França, Alemanha, Reino Unido, Canadá e Japão, emitiu um comunicado oficial na noite desta quarta-feira (24) condenando a autorização do governo de Israel para a construção de 19 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada. O grupo exige que a administração de Benjamin Netanyahu reverta a decisão imediatamente, alertando que a expansão compromete a viabilidade de um futuro Estado palestino e a segurança regional.
O anúncio israelense, feito no último domingo, justificou a medida como uma ação estratégica para impedir o que o gabinete de segurança chamou de "estabelecimento de um Estado palestino terrorista". No entanto, a comunidade internacional reagiu prontamente, reiterando que tais ações são unilaterais e ferem as resoluções da ONU.
A declaração conjunta destaca que a política de assentamentos é um dos maiores entraves para a resolução do conflito. Entre os pontos principais do manifesto, destacam-se:
Resolução 2334 da ONU: Os países lembram que a expansão desrespeita as diretrizes do Conselho de Segurança que consideram os assentamentos ilegais.
Ameaça ao Plano de Gaza: A medida coloca em risco as negociações em curso para a implementação da segunda fase do cessar-fogo e do plano de paz para a Faixa de Gaza.
Solução de Dois Estados: O grupo reafirmou o compromisso com a coexistência de dois Estados democráticos vivendo lado a lado em fronteiras seguras.
Atualmente, cerca de 500 mil israelenses residem na Cisjordânia em colônias consideradas ilegais pela ONU, convivendo com aproximadamente três milhões de palestinos sob ocupação. A atividade de construção nessas áreas, que ocorre de forma contínua desde 1967, atingiu níveis recordes desde o início da guerra entre Israel e Hamas, em outubro de 2023.
Além das nações já citadas, assinaram o documento representantes da Bélgica, Dinamarca, Espanha, Itália, Irlanda, Islândia, Malta, Holanda e Noruega, sinalizando um isolamento diplomático crescente de Israel em relação à sua política territorial.
Com informações: Opera Mundi.