
O Hamas divulgou, nesta semana, o documento intitulado "Nossa narrativa: Operação Tempestade Al-Aqsa", no qual solicita uma investigação internacional imparcial sobre os eventos de 7 de outubro de 2023. No texto, o grupo de resistência palestino nega ter cometido atrocidades contra civis, como estupros e assassinatos de crianças, classificando tais relatos como "mentiras e falácias" promovidas por Israel para justificar o que chamam de projeto de genocídio em Gaza.
A organização defende que suas ações são pautadas por princípios religiosos e morais que proíbem o alvo deliberado de civis, hospitais ou escolas. O documento também afirma que o Hamas se ofereceu para libertar reféns civis logo nos primeiros dias do conflito, mas que a proposta teria sido rejeitada pelo governo israelense.
O Hamas detalhou sete pontos que, segundo o grupo, tornaram a operação inevitável. A narrativa apresentada não inicia o conflito em 2023, mas o situa como um desdobramento de 77 anos de ocupação.
Ocupação e deslocamento: O grupo cita o histórico desde 1948, afirmando que o povo palestino vive sob um regime de apartheid e limpeza étnica.
Resposta natural: O ataque é descrito como uma resposta legítima à negação da soberania e da autodeterminação palestina, agravada pelo apoio de potências ocidentais.
Isolamento de Israel: O documento enumera 20 pontos nos quais considera ter obtido sucesso, incluindo a recolocação da causa palestina no centro da agenda global e o crescente isolamento internacional de Israel.
Para o Hamas, os últimos dois anos de guerra provocaram um "terremoto estratégico" que alterou a consciência global sobre a situação na Palestina. O grupo reitera que o povo palestino permanece firme em sua terra e que a causa não pode ser ignorada ou apagada, apesar da brutalidade militar enfrentada.
Além de negar as acusações sobre o dia 7 de outubro, o grupo solicitou que os tribunais internacionais investiguem formalmente os crimes de guerra que acusam Israel de cometer contra a população da Faixa de Gaza desde o início da contraofensiva.
Com informações: Opera Mundi