
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, encontrou-se com Donald Trump neste domingo (28/12) na residência de Mar-a-Lago, em Palm Beach. O encontro ocorreu em um momento decisivo, com o presidente norte-americano declarando que o conflito entrou em sua etapa final de negociação. Segundo Trump, tanto Kiev quanto Moscou demonstram intenção de chegar a um acordo para evitar que a guerra se prolongue indefinidamente.
Pouco antes de receber Zelensky, Trump manteve uma conversa por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, descrita como "boa e produtiva". No entanto, o Kremlin já manifestou ressalvas quanto a propostas de cessar-fogo temporário, argumentando que tais medidas poderiam servir apenas para o rearmamento ucraniano e a retomada das hostilidades no futuro.
O líder ucraniano apresentou um plano estruturado em 20 pontos, focando em segurança, economia e integração internacional:
Segurança: Garantias nos moldes do Artigo 5 da OTAN (defesa mútua) e manutenção do exército em 800 mil soldados.
Economia: Auxílio de US$ 800 bilhões para a reconstrução do país e negociações para um acordo de livre comércio com os EUA.
Energia Nuclear: Proposta de controle compartilhado da usina de Zaporizhzhia com os Estados Unidos, dividindo a produção energética.
União Europeia: Exigência de uma data precisa para a formalização da adesão da Ucrânia ao bloco europeu.
Apesar do otimismo de Trump sobre o encerramento das negociações, interlocutores russos como Yuri Ushakov destacam que a visão de Moscou e Washington converge na crítica a soluções de curto prazo, como referendos locais sob cessar-fogo. A Rússia mantém a retórica de que não pretende atacar a Europa, mas promete resposta "esmagadora" em caso de agressão direta.
A mediação de Trump busca um equilíbrio entre as exigências de soberania de Zelensky e as condições de segurança impostas por Putin, tentando encerrar um dos conflitos mais custosos da história recente em termos de ajuda financeira e militar norte-americana.
Com informações: Opera Mundi